
Charles Darwin dedicou parte do seu livro “A Origem das Espécies” ao que ele chamou de “Dificuldades da Teoria”. Uma delas e bastante complexa, que ele chamou de “perfeição de órgãos”, como o “olho”, que como ele diz em seu texto, “parece um absurdo, eu confesso, espontaneamente, que …(o olho) … possa ter sido formado por seleção natural”. Hoje, novos achados da Cronobiologia contribuem para dizer que o olho também foi formado pela seleção natural e Darwin ficaria encantado.
Leia Mais »
Aumenta a preocupação com relação a integridade dos achados científicos
Por Sergio Arthuro *
Num artigo publicado na prestigiada revista Public Library on Science (PLoS) Medicine, o Dr. John Ioannidis (Escola de Medicina das Universidades de Ioannina – Grécia, e Tufts – EUA) alega que há uma preocupação crescente de que os resultados falsos podem ser a maioria (ou até a grande maioria) dos achados de pesquisa publicados recentemente. Além disso, em muitos dos atuais campos científicos, os resultados das investigações podem muitas vezes ser simplesmente medidas precisas do viés predominante.
Leia Mais »
Ganhador do Nobel desafia os psicólogos a replicarem mais seus estudos
Sergio Arthuro (1)
O cientista Daniel Kahneman da Universidade de Princeton, ganhador do prêmio Nobel de Economia em 2002, lança nova polêmica ao afirmar que os psicólogos precisam restaurar sua credibilidade no meio científico através de mais replicações dos seus experimentos. Esta crítica parece afetar não somente a psicologia.
Leia Mais »
Categorias: Neurosfera | Tags: Psicologia |
Interação complexa de fatores genéticos, ambientais e culturais explica a epidemia
Sergio Arthuro (1)
A consequência adversa da obesidade para a saúde envolve todos os órgãos e sistemas do corpo, contribuindo para o aparecimento de doenças crônicas e reduzindo a qualidade de vida. Por isso, vários tratamentos farmacológicos estão sendo desenvolvidos para diminuir o acúmulo de gordura. Porém, diversas destas drogas foram recentemente tiradas do mercado por produzirem efeitos colaterais sérios. Agora, duas novas drogas foram aprovadas nos EUA. Todavia, o tratamento de adultos obesos com estas drogas só é eficiente quando se realiza uma dieta com restrição calórica associada a exercícios físicos.
Leia Mais »
O que fazer com os estudantes e cientistas que não conseguem estudar e pesquisar?
Sergio Arthuro (1)
A imagem de nós cientistas no senso comum, como estereotipada por Einstein, é que somos meio loucos. De fato, como revelado recentemente pela revista Nature, parece que realmente não temos uma boa saúde mental, dada a alta ocorrência de depressão entre pós-graduandos e pós-doutorandos.
Leia Mais »
Pesquisadores conseguem decodificar o conteúdo onírico baseados no padrão de atividade cerebral
Sérgio Arthuro (1)
Os sonhos são objeto de discussão desde os tempos mais antigos, mas o estudo científico dos sonhos é relativamente recente. Entretanto, a investigação dos sonhos continua, desde seus primórdios, limitada ao relato subjetivo do sonhador: não temos outra alternativa se não acreditar no que as pessoas falam que sonharam. Finalmente, esse paradigma começa a cair.
Leia Mais »
Não pude deixar de ler e comentar o
texto recentemente publicado pela Dra. Suzana Herculano-Houzel, o qual teve boa repercussão nas rede sociais. A questão da ciência brasileira é de longe uma pelas quais mais me interesse e atuo diariamente além, é claro, de minha rotina de bancada como doutorando que sou no momento.
Partilho de todos os pontos negativos apontados pela Professora Suzana, no entanto discordo de alguns pontos e acrescento outras reflexões para manter o debate acesso (a final de contas, tenho certeza que essa foi a intenção do Professora ao produzir essa reflexão, ela está de parabéns!).
Meu ponto principal aqui é não a critica ao sistema de financiamento de pós-graduação e sim a outras questões que acho mais importantes no que se refere à valorização de um cientista.
O Brasil é de longe um dos países que mais investiu em ciência nos últimos anos. Obviamente precisamos melhorar e ampliar, os cortes previstos para os próximos anos são alarmantes! Ressalto que uma visão trabalhista, embora eu já tenha pensado assim, não é aplicável na pós-graduação brasileira e em nenhum país do mundo. A pós-graduação é um processo de formação, no qual, sim trabalhamos e produzimos conhecimento, sem dúvida, mas somos financiados para nos formar também.
Os EUA, pais o qual os brasileiros tradicionalmente “pagam pau”, têm um sistema muito diferente do nosso. A grande maioria das universidades é privada sendo preciso pagar para fazer pós-graduação lá. Obviamente que existem bolsas de estudos aos melhores e que os orientadores pagam aos alunos utilizando os seus
grants, isto é, se houver. Ou seja, caso você não tenha um bolsa de estudos e seu orientador não tenha Grant disponível para te dar um “salário” você irá pagar para fazer seu doutorado. E isso é uma realidade em outros países. O fato é que existem muitas fundações privadas que INVESTEM em jovens talentos e acabam por financiar seus estudos por entender que isso pode gerar algum retorno no futuro e, possivelmente, lucro.É nesse ponto que foco minha argumentação.
Leia Mais »

É interessante observar que, na medida que uma nova comunidade científica começa a usar o arXiv, as submissões crescem de forma sigmoidal, até uma saturação proporcional ao tamanho da comunidade. Acho que está na hora da comunidade de Neurociência teórica e computacional usar mais o arXiv (muitos jã estão usando). Talvez um dia, exista um mega arXiv, com preprints de neurociencia e biologia (já existe a seção de Biologia Quantitativa). Afinal, o X do arXiv significa que “A Verdade está lá fora…”
Siga o seguinte algoritmo:
1. Faça um paper (ou pelo menos assine um).
2. No dia em que estiver submetendo o paper para a revista, entre no site do arXiv ( a menos que você ache que seu paper é muito revolucionário – ou mal escrito – para alguma revista publicar).
3. Leia as instruções de como colocar um paper no arXiv que estão aqui.
4. Siga as instruções e coloque seu paper ao arXiv.
arXiv
Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
Lembrando que este é um blog da Sociedade de Neurociências e Comportamento, ou seja, além de neurocientistas temos muitos psicólogos e mesmo psicanalistas lendo o blog, vou aproveitar a época de festas para relembrar o clássico “A Psicanálise dos Contos de Fadas” de Bruno Bettelheim. A Wikipedia está pedindo que os leitores em português revisem a pagina sobre Bettelheim (link acima) porque ela está muito precária, com poucas informações e sem citação de fontes. Uma ideia seria simplesmente adaptar a página da WIKI inglesa para o português.
Não sei se isto tem muito a ver, mas reproduzo abaixo meu post sobre o Papai Noel Quântico, do SEMCIENCIA.
Papai Noel Quântico
 |
If you want your children to be intelligent, read them fairy tales. If you want them to be more intelligent, read them more fairy tales. |
Chegando o Natal começa aquela ladainha sobre Jesus e Papai Noel, meus amigos cristãos reclamando que o capitalismo coloca Papai Noel na frente de Jesus e alguns dos meus amigos ateus hateando que tanto Papai Noel como Jesus são personagens igualmente míticos. Ah sim, também tenho amigos que não falam nem de Jesus nem de Papai Noel para seus filhos pequenos e os presentes de Natal são dados ou em homenagem ao Deus-Sol Apolo Invictus – no solstício de verão que cairá no dia 22 de Dezembro às 5:30 h neste ano, ou no dia de Reis, 6 de janeiro, não sei exatamente por quê. Leia Mais »
Categorias: Neurosfera | Tags: Livros |
Electron Micrograph reveals dendrites in cerebellum
Um vídeo interessante que nos relembra que árvores dendríticas são objetos vivos e não uma simples fiação de circuitos elétricos neuronais…
Também nas categorias: Neurociência, Vídeos |
29/11/2011 12:30 | Autor: Bernardo Esteves

Não faltam exemplos de como o uso de blogs para a divulgação de resultados de pesquisas traz mais transparência e dinamismo para a prática da ciência. Novos argumentos em favor dos blogs de ciência vêm do estudo feito por uma dupla de economistas americanos que resolveram atacar essa questão com métodos estatísticos. Eles concluíram que posts sobre estudos de sua área aumentam o número de acessos dos artigos abordados, fortalecem a reputação dos autores e parecem influenciar a atitude dos leitores. Leia Mais »
Reproduzido do Blog SEMCIÊNCIA, de Osame Kinouchi:
Pois é, que pena que não havia este experimento quando eu tentei publicar o paper no BBS em 2002… Stickgold era um dos referees, os outros também não simpatizavam com a teoria de Crick-Mitchison, daí ficou por isso mesmo. Mas, a partir de 2009, Matthew P. Walker elaborou a hipótese de regulação emocional da amigdala , usando explicitamente a ideia de que durante a fase REM a reatividade frente a memórias emocionais seria “esquecida” em vez de reforçada, uma ideia claramente inspirada na Teoria de Aprendizagem Reversa de Crick-Mitchison.
Mas eu ainda acho que os canabinóides tem a ver com esse processo, e os autores do estudo abaixo não falaram isso. Em todo caso, vou mandar o link do paper para o pessoal de Berkeley…
http://arxiv.org/abs/cond-mat/0208590
PS: Este paper foi resubmetido à Behavioral and Brain Sciences
26/11/2011 - 18h50
SABINE RIGHETTI
DE SÃO PAULO
Qual a receita para apagar uma memória dolorosa? O tempo, claro — incluindo o tempo gasto no sono e nos sonhos. É o que sugere uma pesquisa da Universidade da Califórnia em Berkeley (EUA).
De acordo com os cientistas, os processos químicos cerebrais durante o sonho ajudam a filtrar as experiências emocionais negativas. Leia Mais »
Também nas categorias: Notícias |
É provável que uma das áreas mais prósperas da neurociência atualmente seja a neurobiologia do medo. E uma das políticas menos prósperas de nossos tempos é a proibição arbitrária e intolerante de algumas drogas. E há entre ambas um elo direto, costurado por esta emoção que é crucial para a sobrevivência. Leia Mais »
Também nas categorias: Eventos, Neurociência, Notícias | Tags: amigdala, burgierman, campus, canabinóide, cannabis, censura, cidade universitária, darwin, denis, Drogas, fora, guerra, LeDoux, Maconha, medo, metro, panico, paz, PM, policia, proibição, proibido, rodas, usp |
Autor: Eli Vieira
Publicado originalmente no blog Amálgama.
Em Muito além do nosso eu, de Miguel Nicolelis, somos conduzidos a páginas e mais páginas de um relato exaustivo dos motivos pelos quais o autor está no time correto de neurocientistas. Em algo que lembra aquelas discussões de torcedores do Palmeiras contra torcedores do Corinthians, o autor tenta nos convencer de que os distribucionistas, que acreditam que o cérebro trabalha como um todo integrado de processamento paralelo distribuído em populações de neurônios, ganharão inexoravelmente o debate contra os ingênuos e tolos localizacionistas, que, por acreditarem que existem áreas cerebrais especializadas em certas funções mentais, só podem ser herdeiros da pseudociência de Franz Gall (frenologia), que buscava prever habilidades psicológicas a partir de assimetrias cranianas.
Um exército de metáforas desfila, às vezes num ritmo tão caótico quanto o das tempestades cerebrais de que tanto fala Nicolelis, para nos mostrar que o “reducionismo” está fora de moda e o caminho correto das ciências da mente será o de considerar populações de neurônios como a unidade funcional do cérebro, não o neurônio como tentam nos convencer os desatualizados e obscurantistas livros-texto de neurociência. Leões caçam em bandos, um leão solitário nada pode. A campanha das Diretas Já com multidão de centenas de milhares de manifestantes, que Nicolelis testemunhou in loco, de nada adiantaria se fosse um único manifestante bradando palavras de ordem contra a ditadura militar. E é por isso, além é claro também pelos inúmeros dados experimentais apresentados no livro, que devemos adotar o distribucionismo e suas consequências. Leia Mais »
A ciência mundial já foi guiada por umas poucas cabeças pensantes, que atraíam legiões de pupilos e seguidores, com acesso quase que exclusivo ao conhecimento do seu mestre. Como cientista, sua carreira deveria seguir uma única escola científica, o que automaticamente transformava os indivíduos da outra linha de pensamento em opositores, ou mesmo inimigos. Você deveria seguir “religiosamente” seu mestre, sem impor questionamentos, afinal era ele que bebia das fontes científicas primárias espalhadas em bibliotecas pelo mundo e tinha acesso aos outros cientistas. O aspirante a cientista deveria focar-se em absorver o conhecimento que seu mestre paulatinamente lhe oferecia. Com grande sorte, uma vez na vida você teria acesso a um dos grandes pensadores da sua linha, cuja oportunidade deveria agarrar com as duas mãos e fazê-la durar o máximo possível, visando o estabelecimento de um sólido relacionamento profissional.
Jovens pesquisadores brasileiros parecem seguir esta tradição. Este movimento é comparável ao que aconteceu, quando cientistas americanos migraram aos grandes centros europeus; ou no movimento contrário, mais atual, em que asiáticos (principalmente chineses e indianos) tem migrado aos Estados Unidos na busca de conhecimento, acesso a técnicas modernas e financiamento à pesquisa. Não causa mais estranhamento se deparar com artigos encabeçados por sobrenomes tão aparentemente dissonantes quanto “Cheng & Johnson”, mesmo em publicações de altíssimo impacto científico. O panorama atual é de que países como China e Índia tem uma enorme população de cientistas vivendo (e produzindo) em países estrangeiros. O Brasil figura em 3º nessa lista de países com maior número de “cientistas exilados”. Há estimativas de que temos aproximadamente 14 mil cientistas atuando em centros estrangeiros. Parece-me claro que o intercâmbio de experiências e a mobilidade de pessoas tem sido uma importante força motriz da ciência globalizada.
Leia Mais »
Também nas categorias: Eventos |