Com intuito de fomentar o debate sobre a maconha medicinal e as drogas de maneira geral baseado em evidências, e não em ideologias, PlantandoConsciência e ColetivoDAR apresentarão o premiado documentário norte-americano “Esperando para Fumar” (Waiting to Inhale, 2005, 75 min). A sessão será gratuita, com legendas em português, no CineCaxambú (Praça XVI de setembro 34), dia 09/09/10 as 21:00, logo após a Assembléia da SBNeC.
A sessão servirá de introdução e material para reflexão para o debate do dia seguinte, sexta-feira, 10/09/10 “Neurociência e as drogas”, coordenado por João Menezes (UFRJ), com Dartiu Xavier (UNIFESP), Roberto Lent (UFRJ), Jorge Quillfeldt (UFRGS), Reinaldo Lopes (Folha de SP) e Sidarta Ribeiro (UFRN).
Gostaríamos de convidar todos a participarem da Neurorede.com. A NEUROREDE é uma iniciativa do NEUROCURSO, empresa especializada em cursos de extensão em neurociências certificados pela UFMG. O objetivo é criar um ambiente de colaboração entre usuários interessados em neurociências em todo o Brasil. Após um breve cadastro inteiramente gratuito o usuário terá disponível um blog pessoal, poderá divulgar seu currículo, interesses de pesquisa, postar vídeos e fotos relacionadas a neurociências, anunciar eventos na área além de participar de grupos ou comunidades de seu interesse. Esperamos tornar esse ambiente uma ferramenta não só para troca de expertise mas também para propagar o conhecimento neurocientífco para o público em geral. O endereço é http://www.neurorede.com
O filme conta a história de três personagens, René (Gérard Depardieu) que é um ex-fazendeiro que se torna gerente de uma empresa que passa por um período de corte de funcionários, Janine que é uma atriz talentosa envolvida com um homem casado que conheceu em um dos seus espetáculos e Jean que é um escritor e político em ascenção, insatisfeito com sua vida pessoal e que precisa tomar decisões importantes em sua vida. Durante a trama os atos dos personagens são utilizado para ilustrar as teorias do comportamento humano do professor Henri Laborit que aparece no filme como narrador. O filme que mistura ficção e documentário foi premiado na França e indicado ao oscar de melhor filme estrangeiro em 1981. Leia Mais »
Como nos construímos nos relacionamentos? Será que chegaremos à perfeição de aceitarmos os defeitos de nossas (os) parceiros (os) e entendermos que somos diferentes? Leia Mais »
Cena do filme “Laranja Mecânica” de Stanley Kubrick, 1971
How likely is it that the society of the future will incorporate the science of control into politics of governing? The answer, we think, will depend heavily on choices people make now.
Scheflin and Opton, The mind Manipulators
Em manifestação recente para a edição de 08 de fevereiro deste ano da revista “New Scientist”, o pesquisador Curtis Bell, da “Oregon Health and Science University”, em seu artigo “Neurons for peace: Take the pledge, brain scientists”, assinalou a importância capital da manifestação dos neurocientistas de todo mundo pelo uso responsável das Neurociências no desenvolvimento de tecnologias.
Passadas décadas, as Neurociências não são mais, desde longe, uma ciência puramente básica, que vê suas aplicações apenas nas mentes dos escritores de ficção científica. Hoje o seu aprimoramento torna clara a sua aplicação em tecnologias médicas e computacionais, mas abre igualmente brechas para o seu mau uso no desenvolvimento de armamentos e tecnologias de controle comportamental.
Quantas vezes perguntamos isso para nossos pais, não é?
Pois se você teve a satisfação de ouvi-los falando isso agradeça imensamente, pois estes “não” ajudaram a moldar tua personalidade e te prepararam para o mundo.
Infelizmente, hoje muitas crianças não sabem mais o significado de um não em relação a algo ou atos, na verdade o que recebem é um imenso Não de pais omissos e ausentes que dizem os “Sim” para reduzir sua culpa na educação dos filhos.
Sobre a educação já é provado que estes filhos são mais propensos a criminalidade e ao envolvimento com drogas de abuso e dependência. Mas, e na vida de relacionamentos como lidar com os não? Pessoas que não sabem lidar com o parceiro ou parceira quando algo desejado não ocorre, sofrem “pits”, esbravejam, iram-se somente porque suas ambições não foram satisfeitas, e muitas vezes o outro nem sabia o que era.
Como lidar com alguém assim? Já me perguntaram e relatam: “Minha namorada ou meu namorado quer tudo do jeito dele caso contrario ele fica de bico por uma semana”. Pois é! Muitos casos desses acontecem e o problema esta na falta de frustração que estas pessoas tiveram em relacionamentos anteriores, seja amoroso ou não. A frustração ajuda moldar o cérebro para lidar com situações adversas e tomar decisões baseadas na analise dos eventos e não simplesmente “soltar os cachorros” ignorando a sensibilidade, sentimentos e princípios do interlocutor.
Em suma, a capacidade de lidar com as frustrações nos auxilia a ter aquilo que é mais importante em qualquer tipo de relacionamento: Respeito! NELSON DE MELLO
Certa vez eu ouvi alguém dizer: “nunca confie em uma pessoa que não tem ciúmes”! Eu me imaginei sendo uma pessoa que não transmitia confiança, considerando o citado acima. O que é ciúme, pra que serve? Uma característica extremamente importante da evolução é a capacidade que temos de conquistar e manter algo, seja um bem material quanto uma pessoa, ou melhor, os sentimentos desta pessoa. Temos a facilidade de nos apoderarmos de coisas que na verdade nem sabemos como são. Quando sentimos que alguém esta tentando usurpar o que pensamos ser nosso, nos sentimos ameaçados e a primeira sensação que temos é o ciúme.
Portanto, o ciúme nada mais é do que um medo de perder alguma coisa. Todavia, este sentimento que serve para preservamos melhor o que temos evitando assim perde-lo, muitas vezes nos faz perder o que poderíamos ter. Falando em relacionamentos, isso ocorre quando o ciúme torna-se um martírio para ambos, tanto quem sente o ciúme quanto quem é vítima do ciumento. Atualmente existe uma “moda” criminosa esta historia de crimes passionais, ou assassinatos em nome do amor, o que por si só já é uma contradição, pois quem ama quer o bem.
Mas do que temos ciúmes? O que faz homens e mulheres sentirem ciúmes em relação ao amado e a amada não é a mesma coisa. Homens se preocupam com a capacidade reprodutiva deles então, eles têm ciúmes e se sentem traídos se ocorre interesse ou efetiva relação sexual da parceira com o outro; assim, eles perdem a capacidade de deixar uma prole com a mulher, independente de sentimentos. Já a mulher tem ciúmes de sentimentos, para ela traição é um homem gostar de outra mulher; isso implicaria em dividir os recursos com a concorrente, sejam estes recursos materiais ou emocionais. Por isso, um homem pode não se preocupar tanto se sabe que sua companheira tem sentimentos por um outro homem, desde que não faça nada com ele. Por outro lado, a mulher pode até perdoar um deslize do companheiro se este não demonstra afetividade pela concorrente. Então mesmo sendo por eventos comuns, ciúme e traição se apresentam de forma diferente em homens e mulheres. Independentemente de como seja concebido, o ciúme deve ter limites para não invadir a individualidade do outro, fazendo com que isso se torne uma obsessão caracterizando uma falta total de confiança na pessoa amada e inviabilizando qualquer relacionamento sadio. Portanto, ciúme é bom, mas dentro dos limites mínimos do respeito e cumplicidade
Julgamentos morais são essenciais para vivermos em sociedade. Nós perdoarmos danos intencionais ou acidentais e condenamos tentativas de prejudicar outras pessoas baseados nessa capacidade. Alguns trabalhos científicos têm demonstrado o papel importante de uma estrutura cerebral chamada córtex pré frontal ventromedial em desempenhar esse papel. Pesquisadores do grupo coordenado pelo renomado neurocientista português, Antonio Damásio (Brain and Creativity Institute and Dornsife Center for Cognitive Neuroimaging, University of Southern California, Los Angeles), publicaram num dos mais importantes periódicos de neurociências, Neuron, um trabalho que vem para trazer luz às bases fisiológicas da moral humana. Trabalhos anteriores já haviam relacionando essa estrutura cerebral com nossa capacidade de julgamento. Leia Mais »
Ano passado vários sites noticiaram que há 20 anos morria Raul Seixas, um dos roqueiros brasileiros mais influentes.
Toda vez que ouço o nome Raul Seixas meu cérebro logo mexe nas minhas memórias armazenadas a respeito dele e traz a tona a música “Metamorfose Ambulante”:
“Eu prefiro ser essa metamorfose ambulante… do que ter aquela velha opinião formada sobre tudo…”
Raul Seixas (até onde eu saiba) não era neurocientista, mas devia levar jeito pra coisa… pois é isso mesmo que nós somos! Metamorfoses ambulantes! Leia Mais »
Nascemos com a necessidade biológica de acreditar. No início das nossas vidas, o que os adultos nos dizem é lei, fundamentalmente se são adultos importantes em nosso entorno, pais, parentes próximos, líderes do grupo, etc. Devemos ouvir e aprender rapidamente que o fogo queima, que podemos nos afogar no mar, que determinadas plantas são venenosas, que predadores estão à nossa espreita. É uma questão de sobrevivência que compartilhamos com os outros primatas e boa parte dos mamíferos. Essas informações são vitais para nossa sobrevivência e não vale a pena colocá-las em dúvida para testar. A evolução selecionou esse comportamento. Dificilmente você encontrará uma criança de sete anos que seja cética. Leia Mais »
Prezados Colegas:
Tem havido uma preocupação crescente, entre neurocientistas de diversos países, com a utilização de resultados de pesquisas em neurociências e comportamento em favor de atos que violam brutalmente os direitos humanos, como em torturas e em ações militares agressivas. O manifesto abaixo, liderado pelo Dr. Curtis Bell (Pesquisador Senior Emérito da Oregon Health and Science University), resume e traduz a preocupação deste grupo de pesquisadores sobre o assunto. A pedido do Dr. Bell, estamos publicando no blog da SBNeC o manifesto na sua íntegra, com 3 objetivos principais:
1) Dar ciência aos sócios que este movimento existe;
2) Abrir um espaço para discussão sobre o assunto neste fórum;
3) Solicitar que, aqueles que concordam com as bases do manifesto, o assinem.
O Dr. Bell pode ser diretamente contado no endereço que consta no manifesto.
Atenciosamente,
José A Alves Gomes
Pesquisador INPA/LFCE Leia Mais »
No final do ano passado foi veiculada a campanha Ciênciavalea pena , promovida pelo Instituto Ciência Hoje (ICH) e pela Rede Globo. São oito filmes de 30 segundos cada, com o objetivo de mostrar o quanto a ciência pode estar próxima do dia a dia de várias pessoas, de diferentes idades e graus de interesse pelo assunto.
Segundo Roberto Lent, um dos responsáveis pela campanha: “O estereótipo do cientista é quase sempre o mesmo: uma pessoa distante, sempre ocupada com suas idéias, um ser diferente dos outros devido sua genialidade“. Desta forma, estes vídeos tentam mudar esta concepção e procuram estimular o interesse da sociedade pela ciência, colocando a carreira científica como opção real e verdadeira. Além disto, esta necessidade de aproximação entre ciência e a vida das pessoas, nos mostra o quanto é importante a divulgação científica.
Saiu na PLoS ONE em dezembro: Pela primeira vez foi possível se reproduzir a fala por meio de decodificação neural. A equipe conseguiu decodificar intenções de fala de vogais em um paciente com paralisia quase total (movimentos oculares apenas) utilizando uma interface cérebro-máquina ligada a um implante no seu córtex pré-motor, em tempo real. O implante permanente envia o sinal através do crânio via rádio, onde é amplificado e enviado ao decodificador. A equipe agora pretende aumentar o número de eletrodos e tentará reproduzir consoantes.
Sinopse
Amy se apaixona por Virgil, um homem que ficou cego acidentalmente na infância. Surge uma esperança dele voltar a enxergar, através de um novo tratamento experimental, e Virgil é operado com sucesso. Ele recomeçará tudo de novo e terá que lidar com as mudanças em sua vida com a ajuda de Amy.
Ficha Técnica
Ano: 1999
Direção: Irwin Winkler
Gênero: Romance/Drama
Origem: EUA
Tempo de Duração: 129 minutos
Atores: Mira Sorvino, Val Kilmer, Kelly McGillis e Steven Weber
Neurociência
À Primeira Vista é um filme baseado no ensaio Ver e Não Ver do neurologista Oliver Sacks. A história é sobre como podemos perceber o mundo através dos sentidos. No filme, Virgil perde a visão na infância e aprende a reconhecer o mundo sem qualquer imagem. Após uma cirurgia, ele volta a enxergar e precisa incorporar imagens às outra sensações que ele aprendeu a atribuir às coisas. Uma cena bastante ilustrativa é quando Virgil vê uma maçã pela primeira vez. Ao olhar aquela “bolinha vermelha”, ele fica um pouco confuso ao se lembrar do cheiro, da textura, e da forma que ele conhece da fruta e tenta juntar todas estas informações ao que ele agora reconhece visualmente como maçã. Aos poucos ele vai aprendendo a lidar com esta nova realidade.
Começou no dia 02/12, quarta-feira, na Universidade de San Diego, na Califórnia, a análise do encéfalo de um dos pacientes mais conhecidos das neurociências, o paciente H.M.
Aos 27 anos, Henry Gustav Molaison, foi submetido a uma cirurgia que retirou uma grande porção de seus lobos temporais mediais para curar sua epilepsia. Após a cirurgia, H.M. se tornou incapaz de formar novas memórias episódicas.
Estudado exaustivamente por neurocientistas, o paciente H.M. faleceu no final do ano passado,com 82 anos de idade. Há alguns anos ele consentiu a doação de seu encéfalo para estudos para um grupo de neurocientistas da UCLA. O grupo, liderado pelo Dr. Jacopo Annese, irá fatiá-lo durante um processo que levará cerca de dois dias, produzindo aproximadamente 2.500 amostras de tecido para análises.
Abaixo temos momentos diferentes com imagens do micrótomo fatiando o encéfalo (à esquerda), do painel do micrótomo (à direita superior) e do laboratório (à direita inferior).
Quantas vezes você leu um artigo científico e ficou pensando: como é que eles fizeram isto?
Com tanta limitação de espaço, não adianta ler o “Materials and Methods”, a informação não vai estar lá, só vendo mesmo! E não é que eles estão fazendo isso?
O Jove (Journal of Visualized Experiments) é um jornal peer reviewed, indexado pelo PubMed, dedicado à publicação de pesquisas em biologia no formato de vídeo, um video-journal.
A intenção não é, nem de longe, substituir os artigos escritos, pelo contrário, a idéia é complementar.
Segundo o site, a visualização facilita imensamente o entendimento e a reprodução eficiente de técnicas experimentais, tanto as básicas quanto as complexas, além do mais, chama a atenção para dois dos maiores desafios encarados pela comunidade científica atual: 1) pouca transparência e baixa reprodutibilidade dos experimentos e 2) tempo e dificuldade de aprender novas técnicas experimentais.
Há mais de 100 vídeos com a palavra neuroscience.
Na próxima vez que for procurar um artigo, veja se você
encontra este símbolo:
Vídeo apresentado durante o XXXIII Congresso Anual da SBNeC, realizado em Águas de Lindóia, agosto de 2009, por ocasião da outorga da Medalha Neurociências Brasil ao Prof. Eduardo Oswaldo Cruz (clique aqui para assistir).
O que faz um cérebro ser maior ou menor? O cérebro humano é realmente mais complexo quando comparado ao dos outros primatas? Como se mede o tamanho de um cérebro?
No vídeo abaixo o Prof. Roberto Lent, da UFRJ, apresenta os principais dogmas da Neurociência Quantitativa e os resultados de suas pesquisas.
Parece estranho que o desempenho de uma habilidade motora seja encarado como pura sorte, ainda mais quando temos muitas variáveis controladas, como no caso do pênalti.
No momento da cobrança do pênalti a bola deve estar parada sobre uma marca localizada a 11m do gol, o goleiro pode se movimentar somente até o limite da linha de meta, o tamanho e altura da trave é fixo, tudo padronizado, controlado. Portanto, são poucas as variáveis que podem influenciar o resultado, não dá para simplesmente achar que é uma loteria.
Segundo o neurocientista Ronald Ranvaud, pesquisador do Instituto de Ciências Biomédicas da Universidade de São Paulo, estudar o pênalti sob o ponto de vista da neurociência “não tira o glamour que este momento tem no futebol, muito menos o torna um simples tiro ao alvo”, pelo contrário, o pênalti pode ser a representação da máxima habilidade perceptuo-motora de um jogador adquirida através de treino, não sorte.
Veja abaixo um vídeo produzido para o Globo Esporte e uma entrevista em que o experimento da tese de doutorado da Martina Navarro, aluna do Prof. Ronald Ranvaud, é exemplificado.
Olá gente! Estou divulgando o blog que acabo de desenvolver, que consiste especificamente em discutir temas referentes a diferentes ramos da ciência: Neurociência, Genética Comportamental, Psicologia Evolucionista, Ciência Cognitiva, Biologia Evolutiva, etc. Peço que vocês acessem http://filosofandocomciencia.blogspot.com/, e comentem os tópicos que já se encontram disponíveis.