IX Encontro Mineiro de Avaliação Psicológica

Prezados Professores,

Convidamos você e seus alunos para participar do IX Encontro Mineiro de Avaliação Psicológica e o II Congresso Latino-Americano de Avaliação Psicológica a serem realizados entre os dias 22 e 25 de setembro de 2010 na cidade de Belo Horizonte (MG) – Universidade Federal de Minas Gerais. A temática central do Encontro será: O Capital Humano nas Sociedades Latino-americanas – A Importância da Avaliação Psicológica.

A interface da Neurociência com o campo da Avaliação Psicológica também poderá ser discutida a partir de mesas redondas. Profissionais interessados podem submeter propostas de trabalho relacionados à área temática “Avaliação Psicológica em Neurociência e/ou Práticas Hospitalares” que abarca os trabalhos sobre: Trabalhos sobre: avaliação neuropsicológica; avaliação neuropsiquiátrica; estudos psicométricos/psicofísicos aliados a técnicas de neuroimagem; genética comportamental; avaliação psicológica no contexto hospitalar. Além disso, é possível a apresentação de estudos de construção, validação ou normatização de instrumentos psicológicos podem ser também apresentados se referentes a esse contexto.

Informamos que as propostas de mesas redondas selecionadas receberão um incentivo do IX EMAP na forma de diárias de hotel. As inscrições e envio de trabalhos podem ser feitas pelo site http://www.fafich.ufmg.br/emap/index.php. O prazo limite para envio de resumos na forma de comunicação oral até o dia 15/08 e mesas redondas até o dia 08/08.

Aguardamos a presença de todos.

Comissão Organizadora do IX Encontro Mineiro de Avaliação Psicológica
site: www.fafich.ufmg.br/emap
Contato: 55 (31) 3409-6275 (segunda á quinta-feira  de: 14h-17h)

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A culpa é delas

Muitas vezes ouvimos as pessoas falando que as famílias de hoje não são mais as mesmas e que, a depressão moral e de valores na qual nosso mundo está inserido demanda desta desestruturação familiar. Concordo que a maior parte da demanda de problemas sociais relacionados com a lei e a violência desenfreada que assola nossa sociedade é oriunda da quebra da unidade familiar. Mas quem está causando isso? Ouso responder que a culpa é da mulher! Antes que você pare de ler e exclua este blog dos teus favoritos vou explicar: nos últimos 50 anos, estamos assistindo a uma emancipação da mulher dos laços “protetores” e “dominantes” dos homens, bem como, uma ascensão intelectual fantástica da mulher e com isso sua inserção dominando o mundo dos negócios. Esta ânsia da mulher em ocupar o seu merecido espaço na sociedade, tem um custo social enorme que é a abdicação da educação dos filhos. Logo, eles estão sendo educado s pela televisão, babas, monitores e cuidadores sem os parâmetros de limites, ética e costumes morais. Não estou propondo aqui que as mulheres “abram mão” do sonho de serem pessoas de sucesso na vida profissional. Só acho que isso veio rápido demais, pois até poucos dias elas estavam educando filhos para serem extremamente machistas (leia a postagem: o que o machismo está produzindo) e os preparando para um mundo dominado por homens. Só que agora, ela está sentindo na pele o erro que cometeu: criar o macho sem prepará-lo para aceitá-la como bem sucedida. Com isso, ela acumulou a tarefa de educação dos filhos, chefe de família e ótima profissional e, embora consiga fazer muitas coisas ao mesmo tempo, o sucesso não está acontecendo em todos os campos. Portanto, se a mulher tivesse educado os filhos para aceitarem a ascensão da mulher, elas teriam preparado os ”machinhos” para aceitarem isso como uma verdade e prepararem-se para a educação e cuidado dos filhos, bem como todas as outras tarefas que eram exclusivas das mulheres. Por isso, quando digo que a culpa é delas, pondero sobre a não preparação do caminho delas para sua própria ascensão. Não obstante, ainda há tempo para salvar as próximas gerações. Não proponho a volta ao estado primitivo de cuidado do lar, mas sim da educação do adulto que compartilha o seu espaço, ensinando a este que a vida é compartilhada em todos os momentos e que a obrigação de um pai ou companheiro não é meramente pagar uma pensão ou suprir a casa, mas sim compartilhar tempo e sentimento para criarem melhores filhos para o mundo. NELSON DE MELLO

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Softwares gratuitos para análise do Labirinto em Cruz Elevado e Campo Aberto

Embora softwares como o Ethovision permitam a análise de tarefas como o Labirinto em Cruz Elevado (Plus Maze) e o Campo Aberto (Open Field) de forma automatizada, muitos grupos não os utilizam por seu alto custo, ou porque programas de análise automática de vídeos não são otimizados para determinados tipos de análise. Por isso, gostaria de oferecer à comunidade de pessoas que trabalham com essas duas tarefas dois programas gratuitos, de minha autoria: o PlusMZ e o OpenFLD. Leia Mais »

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Direito e Neurociências, Neurodireito: o que é isso?

Quando me perguntam qual a minha formação, respondo que sou graduado em Direito e mestrando em Neurociências pela UFMG. A resposta costuma despertar um misto de espanto e interesse nos interlocutores.

Não deveria causar surpresa, porém, quando se tem em vista a profusão de estudos, na literatura recente, que exploram a interface entre Direito e Neurociências.

Um marco importante disso foi um número do tradicional periódico Philosophical Transactions of the Royal Society B em 2004, especialmente dedicado ao tema. Ali se questionava se haveria sentido em tratar questões de interesse dos juristas a partir da ótica dos neurocientistas. Em 2009, a Behavioral Sciences & the Law fez a mesma pergunta, noutro número especial. Mais do que uma resposta afirmativa, o que se teve foi um pontapé para uma profícua área de estudos.

O campo que hoje se denomina “Law and Neuroscience”, ou ainda, “Neurolaw” (Neurodireito), concentra-se em algumas questões, endereçadas com mais frequência. Leia Mais »

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Ciência Psicodélica no século XXI

Psicodélico – Termo cunhado pelo psiquiatra britânico Humphry Osmond, em carta ao escritor e amigo Aldous Huxley, unindo os termos gregos “ψυχή” (psyche, mind) e “δήλος” (delos, manifesting), resultando em “Que manifesta a mente”

Eles estão de volta à bancada. Depois do uso disseminado pelas massas beatniks e hippies nos anos 60 nos EUA e da forte repressão que se seguiu em todo o mundo, os psicodélicos finalmente reencontraram seu rumo médico-científico, que sofreu muito mais com a proibição do que o uso ilegal por artistas, músicos, psiconautas, curandeiros, xamãs e aventureiros em geral. A escalada científica das substâncias encabeçadas pelo LSD, provavelmente a molécula mais famosa do mundo, fica evidente se examinarmos apenas alguns acontecimentos marcantes da primeira década do admirável século novo: os simpósios psicodélicos que rolaram em Basel, na Suíça; em 2006 comemorando o centenário de Albert Hofmann, pai do LSD e identificador da psilocina e psilocibina, e novamente em 2008, ano em que Hofmann faleceu aos 102 anos. Esta escalada conta também com a publicação de dois artigos surpreendentes pela equipe do pesquisador Roland Griffiths (Johns Hopkins) mostrando que a experiência controlada com psilocibina é capaz de evocar experiências místicas que mudam por completo a vida dos voluntários (Psychopharmacology, 2006 vol. 187 p. 268) e cujos efeitos puderam ser estatisticamente verificados em um estudo com os mesmos sujeitos 14 meses após a experiência com o princípio ativo dos cogumelos mágicos (Journal of Psychopharmacology, 2008 vol. 22 p. 621). Nada que os hippies, beatniks, curandeiros, xamãs e psiconautas não soubessem há décadas (em alguns casos até séculos). Este resultado também já havia sido demontrado em Harvard no início dos anos 60, na famosa tese de doutorado em religião defendida por Walther Pahnke, antes da polêmica expulsão de Tim Leary e Richard Alpert (Ram Dass), que viria a catapultá-los como pais da contracultura psicodélica nos anos seguintes. Ainda assim, re-evidenciar o fato (re-search) com os mais rigorosos e criteriosos métodos da chamada ciência hard-core moderna e publicá-los em revistas de alto impacto é pra chacoalhar mesmo os mais materialistas e reducionistas da área. Pra quem gosta de acompanhar assuntos quando estes chegam ao topo, os psicodélicos já estão lá: no fim de 2009 saiu, pela primeira vez em décadas, um artigo publicado na Science com a palavra “hallucinogen”: a identificação do receptor Sigma-1 como alvo do DMT (Science, 2009 vol. 323 p. 934), princípio ativo de diversas plantas xamânicas da amazônia, sendo a principal uma das duas que formam a combinação conhecida como ayahuasca, ou yagé.

Mas não é só isso. A neurociência que se prepare. Os tempos de abrir a cabeça estão apenas começando. A escalada psicodélica nos laboratórios, básicos e clínicos, consagrou-se no mês de Abril de 2010 na Califórnia, berço do movimento contra-cultura dos anos 60. Foi entre os dias 15 e 18 que a MAPS, Associação Multidisciplinar para Estudos Psicodélicos, conseguiu reunir em San José, próximo de São Francisco, cerca de mil interessados no ramo, de várias partes do mundo. A chegada no congresso já deixava claro que se tratava de um evento ímpar. Hippies de roupas bizarras e cabelos coloridos, dreads e tatuagens dividiam espaço nos auditórios e nos ambientes a céu aberto com pesquisadores engravatados, estudantes, repórteres, médicos e muita gente descontraída. A conferência foi co-organizada pelas instituições parceiras da MAPS: o Conselho sobre Práticas Espirituais (CSP), o Heffter Research Institute e a Beckeley Foundation.

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O Programa “Latin American Felllows”

Caro (a) cientista,

Tomamos a liberdade de divulgar, como membros do comitê regional brasileiro, o programa “Latin American Felllows” da fundação americana Pew.

Gostaríamos de descrever em poucas linhas as principais características do programa e as inúmeras contribuições que o mesmo tem feito para a formação de centenas de jovens cientistas brasileiros e latino-americanos.

O programa iniciou-se em 1991 e desde então proporcionou a mais de 160 jovens talentos da América Latina um pós-doutorado em instituições de elite nos EUA.

Além de recursos destinados ao salário dos bolsistas, o programa oferece também um auxílio para pesquisa (US$35.000) quando da volta do bolsista ao seu país de origem.

Ao todo, o programa já forneceu recursos superiores a 15 (quinze) milhões de dólares nos últimos 18 anos.

O objetivo é convidá-lo a conhecer mais sobre o programa.

Por favor, visite o site http://www.pewlatinfellows.org/ para maiores informações.

Sinta-se à vontade também em entrar em contato com qualquer um de nós para maiores esclarecimentos. Finalmente, gostaríamos também de solicitar que estimule alunos de doutorado ou recém-doutores a conhecer mais sobre o programa.

O prazo para aplicações em 2010 é 01 de Outubro com início da bolsa para o meio de 2011.

Cordiais saudações,

Sandro J. de Souza
Katia C. Gondim
Sidarta Ribeiro
Stevens Rehen

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NEUROREDE – Rede Social Colaborativa de Neurociências

Gostaríamos de convidar todos a participarem da Neurorede.com. A NEUROREDE é uma iniciativa do NEUROCURSO, empresa especializada em cursos de extensão em neurociências certificados pela UFMG. O objetivo é criar um ambiente de colaboração entre usuários interessados em neurociências em todo o Brasil. Após um breve cadastro  inteiramente gratuito o usuário terá disponível um blog pessoal, poderá divulgar seu currículo, interesses de pesquisa, postar vídeos e fotos relacionadas a neurociências, anunciar eventos na área além de participar de grupos ou comunidades de seu interesse. Esperamos tornar esse ambiente uma ferramenta não só para troca de expertise mas também para propagar  o conhecimento neurocientífco para o público em geral. O endereço é http://www.neurorede.comNeurorede - Rede Social Colaborativa de Neurociências

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Nota de esclarecimento: SBNeC e a maconha

Cara(o) Sócia(o) da SBNeC,

Em matéria divulgada pela Folha de S. Paulo (FSP) em 14 de julho último, de autoria do jornalista Eduardo Geraque e intitulada “Cientistas fazem carta pró-maconha”, afirma-se que os cientistas signatários da referida carta, reproduzida abaixo,  “falam em nome da SBNeC (Sociedade Brasileira de Neurociências e Comportamento), que representa 1.500 pesquisadores”. Nesse sentido, a SBNeC vem a público com intuito de prestar alguns esclarecimentos relativos a este episódio, os quais se fazem necessários e urgentes.

À parte outras imprecisões presentes na matéria, publicada tanto na versão impressa quanto na versão online da FSP, é necessário esclarecer que as opiniões ali divulgadas não refletem uma posição oficial adotada pela SBNeC ou por seus associados. A SBNeC, Sociedade existente há 33 anos e atualmente composta por cerca de três mil membros (ao contrário dos 1500 mencionados na matéria), defende, sim, a necessidade de uma ampla discussão sobre o tema, cujo debate já fora incluído na programação de nosso XXXIV Congresso Anual, que será realizado em setembro próximo. É este o teor da carta original (reproduzida abaixo), assinada por quatro neurocientistas (três deles membros da atual diretoria da SBNeC) e cuja publicação foi por mim autorizada.

No entanto, qualquer posicionamento da SBNeC só poderá ser definido, tal como tem sido a conduta desta Sociedade ao longo de sua história, depois de ouvidas e devidamente ponderadas as manifestações de seus membros.

Embora a carta divulgada pela FSP, assinada por três de seus diretores e por mim avalizada, represente a opinião da atual Diretoria da SBNeC,  os demais elementos presentes na matéria publicada na FSP não expressam a qualquer tempo a opinião da SBNeC tal como instituição ou, menos ainda, a opinião dos quase três mil sócios que representa.

Esperamos que este episódio, ainda que lamentável, possa servir para motivar uma discussão mais detida e cuidadosa sobre um tema tão relevante à sociedade.

Marcus Vinícius C. Baldo (Presidente, SBNeC – Gestão 2008-2011)

A planta Cannabis sativa, popularmente conhecida como maconha, é
utilizada de forma recreativa, religiosa e medicinal há séculos mas só
há poucos anos a ciência começou a explicar seus mecanismos de ação.
Na década de 1990, pesquisadores identificaram receptores capazes de
responder ao tetrahidrocanabinol (THC), princípio ativo da maconha, na
superfície das células do cérebro. Essa descoberta revelou que
substâncias muito semelhantes existem naturalmente em nosso organismo,
permitiu avaliar em detalhes seus efeitos terapêuticos e abriu
perspectivas para o tratamento da obesidade, esclerose múltipla,
doença de Parkinson, glaucoma, ansiedade, depressão, dor crônica,
alcoolismo, epilepsia e dependência de nicotina, entre outras
enfermidades. A importância dos canabinóides para a sobrevivência de
células-tronco foi descrita recentemente pela equipe de um dos
signatários, sugerindo sua utilização também em terapia celular.

Em virtude dos avanços da ciência que descrevem os efeitos da maconha
no corpo humano e o entendimento de que a política proibicionista é
mais deletéria que o consumo da substância, vários países alteraram
suas legislações no sentido de liberar o uso medicinal e recreativo da
maconha. Ainda que sem realizar uma descriminalização franca do uso e
do cultivo, o Brasil veta (através do artigo 28 da Lei 11.343 de 2006)
a prisão pelo cultivo de maconha para consumo pessoal, e impõe apenas
sanções de caráter socializante e educativo. Infelizmente
interpretações variadas sobre esta lei ainda existem. Um exemplo disto
está no equívoco da prisão do músico Pedro Caetano, integrante da
banda carioca Ponto de Equilíbrio. Pedro Caetano está há mais de uma
semana numa cela comum acusado de tráfico de drogas. O enquadramento
incorreto como traficante impede a obtenção de um habeas corpus para
que o músico possa responder ao processo em liberdade.

A discussão ampla do tema é necessária e urgente para evitar a prisão
daqueles usuários que, ao cultivarem a maconha para uso próprio, optam
por não mais alimentar o poderio dos traficantes de drogas. Em seu
próximo congresso, de 8-11 de setembro próximo, a Sociedade Brasileira
de Neurociências e Comportamento (SBNeC) irá contribuir para a
discussão deste tema pouco conhecido da população brasileira. Um
painel de discussões a respeito da influência da maconha sobre a
aprendizagem e memória e também sobre as políticas públicas para os
usuários será realizado sob o ponto de vista da neurociência. É
preciso rapidamente encontrar um novo ponto de equilíbrio.

Cecília Hedin-Pereira (UFRJ)
João Menezes (UFRJ)
Stevens Rehen (UFRJ)
Sidarta Ribeiro (UFRN)

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Meu tio da América (Mon oncle d’Amérique)

Sinopse

O filme conta a história de três personagens, René (Gérard Depardieu) que é um ex-fazendeiro que se torna gerente de uma empresa que passa por um período de corte de funcionários, Janine que é uma atriz talentosa envolvida com um homem casado que conheceu em um dos seus espetáculos e Jean que é um escritor e político em ascenção, insatisfeito com sua vida pessoal e que precisa tomar decisões importantes em sua vida. Durante a trama os atos dos personagens são utilizado para ilustrar as teorias do comportamento humano do professor Henri Laborit que aparece no filme como narrador. O filme que mistura ficção e documentário foi premiado na França e indicado ao oscar de melhor filme estrangeiro em 1981. Leia Mais »

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Curso com Profa. Suzanne Haber: Sistemas Neuronais: relações com o comportamento e psicopatologia

No dia 5 de agosto a Profa. Suzanne Haber irá ministrar um curso sobre sistemas neuronais no Instituto de Psiquiatria da Universidade de São Paulo. A Profa. Haber é atualmente professora do Departamento de Neurobiologia e Anatomia da Universidade de Rochester, Nova Iorque (University of Rochester Medical Center). Seu laboratório tem dedicado-se a estudar sistemas neuronais implicados na regulação do comportamento humano (motivação, afeto, cognição e controle motor). Alterações nestes sistemas neurais relacionam-se a uma série de transtornos psiquiátricos tais como abuso de drogas, transtornos de humor, transtorno obsessivo-compulsivo e esquizofrenia.

Autora de inúmeros artigos científicos na área das neurociências, a Profa. Haber é atualmente a líder de um estudo multicêntrico translacional (University of Rochester, Harvard University, Brown University, University of Puerto Rico e University of Pittsburgh) financiado pelo NIMH (National Institute of Mental Health) nos Estados Unidos que tem como objetivo investigar os efeitos cerebrais da estimulação encefálica profunda (do inglês – Deep Brain Stimulation) em modelos animais e seres humanos, tendo como modelo o TOC (transtorno obsessivo-compulsivo).

Veja mais informações sobre o Curso: Sistemas Neuronais: relações com o comportamento e psicopatologia.

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Como nos construimos nos relacionamentos

Como nos construímos nos relacionamentos? Será que chegaremos à perfeição de aceitarmos os defeitos de nossas (os) parceiros (os) e entendermos que somos diferentes? Leia Mais »

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4º Simpósio de Neurociências da UFMG

O Programa de Pós-Graduação em Neurociências realizará o 4º Simpósio de Neurociências da UFMG. Em seu 4º ano de existência, o Simpósio de Neurociências da UFMG vem contribuir para a consolidação das bases deste campo do saber no Estado de Minas Gerais. Tão importante é essa missão que o simpósio se tornou satélite do maior evento nacional da Neurociência, o XXXIV Congresso Anual da Sociedade Brasileira de Neurociências e Comportamento – SBNeC. A programação do simpósio, cuidadosamente pensada para o interesse geral do público, traz destaques em diferentes sub-áreas das Neurociências.

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Um pálido ponto azul

“Não explicar a ciência me parece perverso”

Carl Sagan

Para todos aqueles que além do trabalho diário em sala de aula e laboratórios nos empenhamos para fazer da ciência e do método científico um bem coletivo, o mês de setembro deste ano marcará uma data extremamente representativa. Trinta anos atrás, precisamente num 28 de setembro de 1980, ia ao ar o primeiro capítulo da série Cosmos, do inesquecível Carl Sagan. Leia Mais »

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4º Simpósio de Neurociências da UFMG

4º Simpósio de Neurociências da UFMG

4º Simpósio de Neurociências da UFMG
Neurociências: desafios sem fronteiras

O evento acontecerá entre os dias 2 e 4 de setembro, no auditório da Escola de Engenharia (campus Pampulha).
Com o tema Neurociências: Desafios sem fronteiras, o evento é voltado para quem deseja se atualizar sobre temas relevantes na área. Outro objetivo do simpósio é favorecer a discussão de ideias que possam contribuir para o desenvolvimento de futuras estratégias e ações relacionadas à formação de recursos humanos e produção do conhecimento, no campo das neurociências, na Universidade Federal de Minas Gerais. O 4º Simposio de Neurociências da UFMG é evento satélite do XXXIV Congresso Anual da SBNeC.

Entre os palestrantes estão os professores Sérgio Danilo Pena, diretor científico do IEAT e professor do departamento de Bioquímica e Imunologia do ICB; Norberto Garcia Cairasco, professor do departamento de Fisiologia da Faculdade de Medicina da USP; e Rafael Laboissière, do Institut National de la Santé et de la Recherche Médicale (Paris, França).

A programação inclui ainda apresentação de pôsteres, mesas redondas e shows de dança e música. Durante o simpósio neste ano, promove-se o Concurso Neurociências & Arte, aberto a todos os participantes do evento que queiram inscrever suas obras e compartilhar formas de expressão artísticas. As obras serão avaliadas pelo público e os três primeiros lugares serão premiados.

As inscrições para o evento vão até 1 de setembro e podem ser feitas pela página da Fundep. O custo é de R$ 40 para estudante de graduação, R$ 70 para estudante de pós-graduação e R$ 100 para profissionais.

Já o período para envio de resumos vai até 26 de julho. O formulário para submissão está disponível na página do evento, onde também é possível conferir a programação completa.

Minicursos
Entre os dias 30 de agosto e 2 de setembro serão realizados diversos cursos pré-simpósio, com carga horária de 15h ou 30h. As inscrições também devem ser feitas pelo site da Fundep até 20 de agosto e custam R$ 100. Será emitido certificado para os participantes que frequentarem pelo menos 75% da carga horária total. Os temas dos cursos podem ser conferidos na página do evento.

O 4º Simpósio de Neurociências é realizado pelo Programa de Pós-Graduação em Neurociências da UFMG. Mais informações podem ser encontradas no site www.ufmg.br/4simposioneurociencias ou pelo e-mail simposio4neurociencias@gmail.com

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Concurso para recém doutores no Instituto de Ciências Biomédicas da UFRJ

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VII Curso de Férias de Neuropsicologia

Entre os dias 12 e 16 de julho de 2010 o Laboratório de Neuropsicologia do Desenvolvimento (LND – UFMG) promove, em Belo Horizonte (MG), o VII Curso de Férias de Neuropsicologia cuja ementa abrange temas como transtornos de aprendizagem (discalculia e dislexia do desenvolvimento, transtorno do déficit de atenção e hiperatividade) e reflexões sobre a psicologia contemporânea.

O curso é dividido em dois módulos (teórico e aplicado) e aberto à comunidade profissional em geral, principalmente, aos estudantes e profissionais da área de saúde e educação. Os alunos terão a oportunidade de entrar em contato com os programas de pesquisa mais importantes da atualidade acerca da neuropsicologia dos transtornos de aprendizagem.

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A Neurociência no fio da navalha

Cena do filme “Laranja Mecânica” de Stanley Kubrick, 1971

Cena do filme “Laranja Mecânica” de Stanley Kubrick, 1971

How likely is it that the society of the future will incorporate the science of control into politics of governing? The answer, we think, will depend heavily on choices people make now.

Scheflin and Opton, The mind Manipulators

Em manifestação recente para a edição de 08 de fevereiro deste ano da revista “New Scientist”, o pesquisador Curtis Bell, da “Oregon Health and Science University”, em seu artigo “Neurons for peace: Take the pledge, brain scientists”, assinalou a importância capital da manifestação dos neurocientistas de todo mundo pelo uso responsável das Neurociências no desenvolvimento de tecnologias.

Passadas décadas, as Neurociências não são mais, desde longe, uma ciência puramente básica, que vê suas aplicações apenas nas mentes dos escritores de ficção científica. Hoje o seu aprimoramento torna clara a sua aplicação em tecnologias médicas e computacionais, mas abre igualmente brechas para o seu mau uso no desenvolvimento de armamentos e tecnologias de controle comportamental.

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Hemisferectomia

Hemisferectomia Este filme é sobre uma menininha que a partir dos três anos começou a apresentar uma epilepsia muito incapacitante, pois ela perdia o controle de todo o seu lado esquerdo do corpo. Depois de diversos exames, verificou-se que o foco da epilepsia estava no hemisfério esquerdo da menina, Jody. Então, após tentarem inúmeros medicamentos sem sucesso, optaram por uma cirurgia polêmica: remover todo o hemisfério direito (exceto as áreas mais fundamentais para sobrevivência, como estruturas envolvidas no controle da respiração e batimento cardíaco, como o tronco encefálico por exemplo) da Jody e encher com líquido. A recuperação da menina foi incrível! E acessando o link e vendo o filme, vocês podem ver como nosso cérebro é plástico, principalmente na infância!

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Usando a LÍNGUA para VER

Using tongue to see Parece impossível, mas é o que está se mostrando possível em experimentos utilizando um equipamento chamado brain port. Ele é baseado em uma câmera que transformam as imagens em impulsos elétricos em um eletrodo colocado na língua. Com treino esse equipamento treina o cérebro que os sinais da língua são visuais, e  eles começam a ser processados em áreas cerebrais visuais.  O vídeo (clique no link para assistir) é uma matéria da CBS News Video que mostra com detalhes como este equipamento funciona, além de apresentar cegos que já utilizam este equipamento experimentalmente!

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O bem que faz uma frustração!

Por que não posso fazer isso?

Quantas vezes perguntamos isso para nossos pais, não é?

Pois se você teve a satisfação de ouvi-los falando isso agradeça imensamente, pois estes “não” ajudaram a moldar tua personalidade e te prepararam para o mundo.

            Infelizmente, hoje muitas crianças não sabem mais o significado de um não em relação a algo ou atos, na verdade o que recebem é um imenso Não de pais omissos  e ausentes que dizem os “Sim” para reduzir sua culpa na educação dos filhos.

Sobre a educação já é provado que estes filhos são mais propensos a criminalidade e ao envolvimento com drogas de abuso e dependência. Mas, e na vida de relacionamentos como lidar com os não? Pessoas que não sabem lidar com o parceiro ou parceira quando algo desejado não ocorre, sofrem “pits”, esbravejam, iram-se somente porque suas ambições não foram satisfeitas, e muitas vezes o outro nem sabia o que era.

      Como lidar com alguém assim? Já me perguntaram e relatam: “Minha namorada ou meu namorado quer tudo do jeito dele caso contrario ele fica de bico por uma semana”. Pois é! Muitos casos desses acontecem e o problema esta na falta de frustração que estas pessoas tiveram em relacionamentos anteriores, seja amoroso ou não. A frustração ajuda moldar o cérebro para lidar com situações adversas e tomar decisões baseadas na analise dos eventos e não simplesmente “soltar os cachorros” ignorando a sensibilidade, sentimentos e princípios do interlocutor.

            Em suma, a capacidade de lidar com as frustrações nos auxilia a ter aquilo que é mais importante em qualquer tipo de relacionamento: Respeito! NELSON DE MELLO

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