Neurotree

Será que você e o ganhador do prêmio Nobel C. S. Sherrington tem alguma relação científica? Será que você é neto científico de São Thomas de Aquino? Podem parecer perguntas estranhas e quase impossíveis de serem respondidas (ao menos sem dispor de horas de pesquisa).

Porém, existe um jeito muito fácil de saber essas respostas. O site Neurotree permite a você conhecer toda sua árvore genealógica científica e saber qual a distância entre pesquisadores de Neurociências. Esse site é ligado ao projeto “The Academic Family Tree”, que tem como objetivo criar uma árvore genealógica interdisciplinar única. Algumas outras áreas possuem suas árvores genealógicas, sendo que uma das maiores e mais famosas atualmente é a de Matemática.

Registrar-se no Neurotree é simples. O primeiro passo é ver se alguém já cadastrou seu nome. Caso você ainda não tenho sido cadastrado, você deve preencher algumas informações básicas (nome, instituição, área de pesquisa). Aqui cabe uma observação: antes de colocar sua instituição, tente pesquisar se alguém já a cadastrou e tente usar a mesma notação. Caso contrário a mesma instituição ficará com diferentes nomes, dificultando futuras pesquisas. Uma vez cadastrado, você já pode se “pendurar” em alguém já cadastrado, ou criar novos nós. Qualquer usuário pode incluir novos pesquisadores e novas relações entre eles. Caso você encontre algum erro no site, é so entrar em contato com os editores que eles mesmo corrigem.

Além de navegar pelos diferentes galhos da árvore, o Neurotree ainda permite descobrir relações interessantes na parte dedicada a Fun Facts. Por exemplo, Freud e Pavlov, apesar de possuírem visões teóricas tão distintas são “primos científicos”. Outro fato interessante é que 62% dos cadastrados no site são descendentes diretos do Bispo de Osma, Martin de Bazan, que viveu no século XII.

Uma rápida pesquisa mostrou que existem ainda poucos cadastrados no Brasil, em torno de 15 pessoas. Dos cadastrados, talvez o mais famoso seja o Miguel Ozório de Almeida, um dos pais da fisiologia e da neurofisiologia no país. Porém, poucos de seus filhos científicos estão cadastrados. Por isso, valeria a pena não só um mutirão para os membros da SBNec se cadastrarem, mas também para os que conhecem um pouco mais da Neurofisiologia no Brasil também cadastrar os grandes nomes de nossa história. Além de ser um jeito fácil de registrar a história da neurociências em nosso país, seria também um jeito fácil de conhecê-la.

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