O genoma de Steven Pinker

pinker_genesAcaba de sair no New York Times um artigo escrito por Steven Pinker sobre seu próprio genoma. Pinker, que além de estudar linguagem, é também conhecido por seus livros de divulgação científica, vai ser uma das 100.000 pessoas a terem seu genoma sequenciado e colocado em uma base de dados pública para o Personal Genome Project. A ideia do projeto é que esses genomas sejam utilizados por cientistas em todo o mundo para estudar a influência genética em doenças, comportamentos e outras características humanas.

Como discutido no texto, apesar de o projeto servir para pesquisa básica, a tecnologia que permite sequenciar o genoma humano irá aos poucos ficar mais barata (hoje em dia custa a bagatela de 99.500,00 dólares). Chegará o dia em que qualquer um poderá ter seu genoma sequenciado, tanto para o bem (saber se tem predisposição a certas doenças e evitar comportamentos de risco) quanto para o mal (seu seguro saúde ter acesso ao seu genoma não parece uma boa ideia). O próprio Pinker teve que escolher se queria ou não saber se tinha uma predisposição maior para ter Alzheimer devido à presença de determinado gene. Assim como James Watson, Pinker também preferiu ficar na dúvida. O texto traz ainda uma série de reflexões interessantes do autor sobre conhecer seu próprio genoma. Ele discute desde descobertas óbvias, como ele ter genes para pele branca e olhos azuis, até o efeito que tem a confirmação de sua origem genética ser judaica. Aliás, uma observação: em seu genoma foi descoberto uma propensão para ficar careca, o que, como pode ser observado na foto, não parece ter sido o caso.

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