Ciência vira moeda política na troca de ministros

É lamentavel o que ocorreu, a saída do agora ex-ministro da Ciência, Tecnologia e Inovação, Marco Antonio Raupp no úlitmo de um governo. A presidente da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC), Helena Nader, manifestou seu repúdio pela substituição, agora foi a vez dos conselhos nacionais das Fundações de Amparo à Pesquisa (Confap) e de Secretários Estaduais de CT&I (Consecti) demonstrarem insatisfação com a mudança.

Na opinião do presidente do Consecti, Jadir Péla, a troca de ministros – faltando apenas nove meses para terminar o ano – pode gerar sérias conseqüências para a comunidade científica. Ele lembra que nas trocas de dirigentes é habitual mudar a forma de condução das iniciativas internas.

“Esta situação é prejudicial para todas os processos em execução pela pasta. Acredito que se tivesse que acontecer, poderia ter acontecido antes. Agora, de certa forma, pode prejudicar sim, pois há muitos projetos encaminhados, muitos ainda este ano”, afirmou Péla.

O presidente do Confap, Sergio Gargioni, também não aprova a saída de Raupp nesta altura.

O dirigente, que elogiou o currículo do novo titular do MCTI, Clelio Campolina, recorda que em um ano tão apertado em virtude de grandes eventos como a Copa do Mundo e as eleições, qualquer atraso compromete o andamento dos programas da pasta.

“Vamos ter um período de ajuste, de adaptação, de conhecimento e, qualquer segundo perdido, especialmente, em um ano com calendário tão apertado, é extremamente danoso” , lamentou Gargioni.

Jogo político

Assim como a presidente da SBPC, Helena Nader, Gargioni acredita que as razões pela mudança no MCTI podem ter cunho político. O dirigente, no entanto, não acredita que a manobra produzirá algum ganho tanto para o setor científico como para ambições eleitorais.

“A nossa função é estruturada com base no conhecimento a longo prazo e que tem pouca influência político-eleitoral. É um erro mexer nessa estrutura agora. Por isso, não consigo ver o ganho político que terá o Estado, ou o País, ou o partido A, B, ou C com essa decisão”, explicou o presidente do Confap.

Fonte: Gestão C&T online – elaborado pelo Núcleo de Serviços da ABIPTI

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