O livre-arbítrio, apesar de ser umas das questões mais antigas e mais discutidas na filosofia e psicologia, nunca teve muito espaço nas neurociências. Uma das principais causas desta “negligência” por parte dos neurocientistas é a dificuldade de se medir experimentalmente a ação voluntária. Porém, dois artigos publicados recentemente retomam a discussão da fenomenologia da ação. Um deles, escrito por Patrick Haggard, publicado na Nature Neuroscience Reviews, faz uma breve revisão de uma série de estudos e fenômenos ligados ao estudo do livre-arbítrio. O outro, escrito pela filósofa francesa Elisabeth Pacherie, publicado na Cognition, não é tanto uma revisão, mas uma proposta da autora em como dividir e medir diferentes níveis de intenções.
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Moritz, Perlmutter e Fetz mostram como macacos aprendem a utilizar conexões artificiais diretas de neurônios arbitrários no córtex motor para dirigir músculos em um braço paralisado.
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Quando David Savage tinha 19 anos de idade, ele teve sua mão direita amputada após um acidente com uma máquina para laminação de metais. Em 2006, ele foi o terceiro americano a receber um transplante de mão. Apenas quatro meses após o transplante, a região de seu córtex somatossensorial normalmente dedicada à mão direita era ativada quando sua mão transplantada era tocada.
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Com a presença de ministros, reitores e presidentes de várias sociedades científicas, a Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC) recebeu, pela primeira vez em seus 60 anos de história, a visita de um presidente da república. Na manhã de 21 de outubro, terça-feira, Lula foi recebido na sede da SBPC pela comunidade científica que, de forma unânime, reconheceu os esforços de sua gestão no desenvolvimento da ciência e educação brasileiras. Representantes de diferentes áreas da ciência brasileira aproveitaram para solicitar a ajuda do governo na solução de diversos problemas pertinentes à pesquisa e ao ensino no Brasil. Por sua vez, foram convidados pelo presidente a montarem uma “cesta de reivindicações” a ser atendida nesses dois anos que ainda lhe restam de mandato. Para uma cobertura completa da visita do presidente Lula à SBPC, leia a matéria que Daniela Oliveira escreveu para o Jornal da Ciência.
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Pintura do Musée Municipal in St.-Germain-en-Laye, France.
A maré para os mágicos e ilusionistas realmente não está para peixe. Primeiro, programas de televisão, como o Fantástico, dedicam-se semanalmente a desvendar seus truques e segredos para o público. Agora, os cientistas são os carrascos. Dois artigos recentes, um publicado na Nature Reviews Neuroscience e outro no Trends in Cognitive Sciences, tratam de desvendar os truques usados por esses mestres da ilusão. Os autores desses trabalhos, no entanto, não estão interessados em acabar com essa antiga profissão, mas em aprender com ela. As habilidades de direcionar a atenção, distorcer a percepção e influenciar decisões estão entre as muitas e poderosas técnicas sobre as quais a ciência pode aprender estudando a mágica. Quem se interessa pelo assunto, pode assistir a diversos vídeos contidos nos materiais suplementares de ambos os artigos. É, a vida não está fácil… principalmente se você é um mágico!
Categorias: Notícias | Tags: ilusionismo, mágica |
Há quase um ano, em outubro de 2007, convidamos todos os nossos sócios a concorrerem a um pen drive de 4 GB. O ganhador seria o autor do nome mais criativo para o novo boletim online da SBNeC. O nome vencedor, coNeCte, escolhido por um comitê assessor dentre muitas outras sugestões recebidas, foi proposto por Ruthnaldo Rodrigues Melo de Lima, mestrando em Psicobiologia na Universidade Federal do Rio Grande do Norte. No curso de sua criação, o boletim deu origem a este blog, cujo conteúdo com ele compartilha e, portanto, recebe o mesmo nome. Pela demora em preparar e lançar o blog e o primeiro número do boletim, o prêmio será pago com 100% de juros, e o nosso grande vencedor receberá um pen drive de 8 GB! Parabéns, Ruthnaldo, e um grande abraço de todos os sócios da SBNeC!
Diretoria, SBNeC (Gestão 2008-2011)
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O portal de vídeo YouTube é uma fonte inesgotável de material ilustrativo em uma variedade de categorias. Verdade, muito conteúdo é irrelevante, mas a mera quantidade de videos garante que, às vezes, com um pouco de procura, é possível encontar várias contribuições que se destacam pela criatividade humorística ou artística, ou pelo valor didático. Ao vasculhar um pouco mais, descobre-se até mídias que se referem às neurociências e áreas relacionadas. Ideal para capturar a atenção da sua platéia em seminários e aulas! Existem vários programas gratuitos para baixar videos do YouTube para o seu computador, como o VDownloader, o que facilita o uso da mídia em apresentações.
Na verdade, o motivo deste post foi uma notícia recente que atraiu a minha atenção. Eddie Adcock, tocador de banjo e ícone do estilo folk bluegrass, foi vítima de uma condição neurológica ainda pouco entendida chamada tremor essencial. Como este distúrbio motor afetava as mãos e portanto significava o fim da carreira artística do Adcock, os médicos do Hospital da Universidade Vanderbilt, em Nashville, Tennessee (que lugar mais apropriado!), tomaram uma decisão drástica. Em um procedimento relativamente arriscado, implantaram um marcapasso cerebral para estimular áreas peri-talâmicas.
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Um artigo publicado na última edição da revista Science não poderia ter vindo em hora mais apropriada. Os autores Jennifer Whitson (Texas University) e Adam Galinsky (Northwestern University) estudaram como a sensação de falta de controle em uma situação pode influenciar nossa percepção de padrões, inclusive na tão discutida bolsa de valores.
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A premiação do IgNobel de 2009 saiu neste mês de outubro. Para quem não sabe, o prêmio é dado às pesquisas científicas mais estranhas do ano. Os prêmios são administrados pela organização Improbable Research, que publica bimestralmente a revista Annals of Improbable Research. Segundo eles, esses prêmios são dados à pesquisas científicas que fazem as pessoas rirem e depois pensarem.
A surpresa deste ano foi uma pesquisa brasileira ter sido premiada. O arqueólogo Astolfo Araujo, da USP, recebeu seu prêmio por descobrir que os tatus modificam a estratigrafia (sucessão de camadas que constituem um sítio arqueológico). O problema é que justamente essa estratigrafia ajuda os arqueólogos a estimar a idade relativa dos artefatos encontrados num dado local. Como tal pesquisa foi realizada? Simples, eles enterraram uma série de artefatos no cativeiro de tatus do zoológico de São Paulo e foram analisá-las 50 dias depois.
Entre os outros vencedores, estão pesquisas que mostram que a coca-cola é um bom espermicida, que o barulho que uma batata chips faz ao ser mordida influencia seu sabor e até que strippers femininas ganham mais gorjetas durante seu período fértil. Aceite o conselho dos organizadores: ria e depois pense no assunto.
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