Arquivos por Categoria: Concurso do coNeCte

Jornalismo científico: a imprensa deve ensinar a pensar

Quem se dedica profissionalmente ao jornalismo científico raramente cai em “armadilhas” da pseudociência, na hora de avaliar sugestão de pautas sobre os “produtos milagrosos” à base de barbatana de tubarão, das ervas da Amazônia ou de chás coreanos. Ou que sugere a crença em mapas de numerologia ou ímãs magnéticos contra o estresse. Nem mesmo chegará a confundir astrologia com astronomia. O riscos, segundo o jornalista Marcelo Leite, doutor em ciências sociais pela Unicamp e colunista de Ciência da Folha de São Paulo, são mais sutis. Os problemas começam com o assédio das assessorias de empresas interessadas em promoção, que entopem a caixa postal do jornalista com informações nem sempre de relevância científica ou jornalística.

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Resultado do concurso de melhor post no coNeCte

Gostaríamos de agradecer a todos que mandaram seus posts para o concurso e a todos que votaram. É com muita alegria que anunciamos que os vencedores são:

1° lugar: Darwin, evolução e Neurociências Renata Lima

2° lugar: O que o cérebro faz? Eduardo Schenberg

3° lugar:  A pílula da inteligência vem aí. Você tomaria? Roelf Cruz Rizzolo

Parabéns aos ganhadores e, novamente, obrigado a todos que escreveram e votaram. Esperamos que todos aqueles que participaram deste primeiro concurso continuem enviando novos posts para o coNeCte, ajudando assim a divulgar e discutir a neurociência.

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Votação de melhor post coNeCte

Gostaríamos de agradecer a todos que mandaram seus posts para o concurso e informar que está aberta a votação para o melhor post do coNeCte.

Para votar, basta ser sócio da SBNeC e estar em dia com as anuidades.

A votação ocorrerá até dia 15 de junho. Lembrando que cada sócio terá direito a apenas um voto. Caso o sócio vote mais do que uma vez, apenas seu último voto será considerado.

Para votar, clique aqui.

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O que faz o ciúme?: explicações evolucionistas e neurobiológicas para este fenômeno

logo1Quando assistimos a relatos de ocorrências policiais, nos quais alguém acaba por matar outra pessoa movida pelo ciúme, temos, quase automaticamente, duas reações. Primeiro, aversão incondicional pelo(a) criminoso(a). Segundo, uma tentativa imediata de analisar o contexto social das pessoas envolvidas, na busca por algum elemento sócio-econômico que justifique tal ato. Mas será mesmo que o crime passional é um comportamento moldado pelo ambiente no qual o indivíduo está inserido? Ou há potentes instintos, moldados em nosso passado evolutivo que podem funcionar “excessivamente bem” gerando o ciúme patológico que prenuncia o crime passional?

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O Cérebro nas Nuvens

logo1Geralmente nos recolhemos todas as noites (ou às tardes, ou às manhãs, dependendo de cada um) esperando entregar-se a um mundo de relaxamento absoluto e, se possível, ter um ou dois sonhos interessantes, para divertir-se com eles ao acordar e contar a alguém nossas aventuras oníricas. Todavia, poucos de nós paramos para refletir como nosso cérebro trabalha, tanto para garantir nosso relaxamento, quanto para nos “entreter” com sonhos e/ou pesadelos.

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Roda da Ciência: Divulgação Científica na internet e escolas

logo1Inicialmente, o Roda da Ciência foi projetado como um simples programa de entrevistas, em que alunos de Ensino Fundamental e Médio fariam perguntas a pesquisadores convidados. Ou seja, a intenção original do Grupo Verde (a produtora que se formou pel reunião de amigos cinetistas) era a de elaborar um programa de entrevistas destinado unicamente à divulgação científica. Porém, como “ideia é mato”( o sloogan do grupo verde), novos elementos foram acrescentados ao programa, enriquecendo tanto sua dinâmica quanto seu conteúdo. Como o Grupo Verde á altamente interessado na interação entre ciência e arte, foram propostos roteiros diversificados, de modo a tornar o Roda da Ciência um espaço não só de divulgação científica, mas também de divulgação artística.

Assim como é da intenção do programa convidar cientistas brasileiros (particularmente os de Ribeirão Preto-SP), também é feita a proposta de divulgar a produção local em torno da música, das artes plásticas e do teatro. Neste sentido, o Roda da Ciência privilegia produções musicais originais (desde canções até então pouco divulgadas até trabalhos de arranjo musical sobre obras já consagradas), apresentações “ao vivo” de artistas plásticos e cenas teatrais (geralmente cômicas) desempenhadas por companhias locais de teatro. Todos estes elementos artísticos são inseridos ao longo da entrevista, ilustrando o que está sendo esclarecido pelo pesquisador e dinamizando o jogo de imagens.

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Tabagismo Gestacional como fator de risco para o TDAH

logo1O dia 31 de Maio é considerado “Dia Internacional contra o Tabaco”. Neste período geralmente se intensificam as campanhas de conscientização, informando à população o quanto o tabagismo pode provocar insuficiências respiratórias, entre outras complicações. Contudo, as campanhas poucas vezes difundem os efeitos neuropsiquiátricos e neuropsicológicos que o fumo (durante a gestação) provoca no feto. Um desses efeitos mais estudados e corroborados por evidências científicas em muitos estudos com diferentes populações é em relação ao TDAH (Transtorno de Déficit de Atenção e Hiperatividade).

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Darwin, evolução e Neurociências

O ano de 2009 foi denominado pela International Union of Biological Sciences como o ‘Ano de Darwin’*, não somente porque se comemoram 200 anos desde o nascimento de Darwin, ocorrido em 12 de fevereiro de 1809, mas também porque se completam 150 anos desde a publicação de A origem das Espécies (do original em inglês, On the Origin of Species by Means of Natural Selection) em novembro.

Antes de Darwin, a maioria das pessoas aceitava idéias de que o mundo natural fora criado. As espécies não eram conectadas numa única “árvore da vida”, pelo contrário, eram completamente separadas, vistas como entidades não relacionadas entre si, como se não houvesse um parentesco entre elas. Os seres vivos eram concebidos como criaturas criadas num passado remoto e teriam permanecido inalterados ao longo dos tempos, sem qualquer mudança, pois o planeta Terra era considerado muito jovem – com cerca de 6000 anos de idade. Portanto, de acordo com a lógica da ocasião, não haveria tempo suficiente para as espécies se alterarem. De acordo com essas noções, o ser humano não seria parte do mundo natural, estaria completamente fora dele e, na verdade, estaria “bem acima disto!”.
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A Terra não é o centro do Universo?

logo1Paradigmas devem ser analisados e, se possível, “quebrados”.

Quando Nicolau Copérnico disse que o Sol era o centro do universo e não a Terra, ele mudou um paradigma e, junto com ele, uma série de outras crenças agregadas. Um único paradigma pode englobar uma forma de ver as coisas que interfere em uma série de outras coisas. Copérnico não estava totalmente certo, mas descobriu algo que não correspondia à realidade: a Terra não era o centro do universo. Ele fez uma correção no mapa, e abriu caminho para que posteriormente, outros cientistas avançassem e melhorassem o mapa de interpretação do universo.

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Ser ou não ser bom de cama? Eis a questão…

logo1Calma não é o que você está pensando!

Quantas horas são necessárias para dormirmos bem? Para esta questão segue a recomendação de que nosso organismo necessita entre 7-8 horas de sono. Será?

Um sinal de que dormimos a quantidade de horas suficiente está na disposição que sentimos para realizar nossas atividades no dia seguinte. A recomendação de 7-8 horas de sono é baseada num valor médio da população humana que não leva em consideração as diferenças individuais, de gênero, e ontogenéticas, ou seja, todo mundo seria igual.

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Neurociências, Design e Saúde Pública: Convergindo Conhecimentos na Construção das Novas Advertências Sanitárias para Maços de Cigarro

logo1No próximo dia 31 de Maio, em todo planeta será celebrado o Dia Mundial sem Tabaco. Esta iniciativa adotada pela Organização Mundial de Saúde (OMS) tem como meta conscientizar ainda mais a população sobre os riscos do tabagismo.

Hoje o tabagismo é visto como uma alarmante epidemia, com números assustadores relativos à morbidade e mortalidade de suas vítimas. O tabaco matou100 milhões de pessoas no século XX. Para o século XXI são ainda mais dramáticas. Até 2030 serão 8 milhões de mortes a cada ano, 80% em países em desenvolvimento. Se nada for feito para que o consumo seja reduzido, 1 bilhão de pessoas morrerão neste século pelo uso direto ou indireto de tabaco. Somente no Brasil, anualmente 200.000 pessoas perdem suas vidas pela exposição à fumaça de cigarros.

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A Neurociência no Esporte

logo1 A neurociência vem expandindo suas contribuições para uma área que tem um grande potencial de desenvolvimento científico, aliado ao grande interesse popular. Algumas iniciativas ao redor do mundo vêm beneficiando atletas e instituições esportivas no que tange as melhorias no rendimento esportivo em decorrência da estimulação de funções cognitivas como a concentração, controle do movimento, planejamento motor, tomada de decisões, controle emocional, entre outras. Podemos ter alguns exemplos que demonstram essa interferência positiva da neurociência na atividade física, como os excelentes resultados obtidos pelos atletas chineses durante as olimpíadas de Pequim, 2008; o MilanLab, que se caracteriza por um setor do A. C. Milan que conjuga a neurociência às ciências bioquímicas, cognitivas, artificiais, motoras e psicológicas, propondo otimizar a gestão psicofísica dos atletas de futebol. No Brasil, as iniciativas são muito escassas. Aqui, temos como uma única iniciativa privada o Clube de Regatas do Flamengo com atividades de neurociência aplicada ao futebol. Nas universidades nacionais, vemos algumas unidades de pesquisa englobarem os aspectos neurais do fenômeno motor, como o laboratório de Neurociência do Esporte e do Exercício (UFSC), o Laboratório de Neurofisiologia do Comportamento (USP), o Laboratório de Neurobiologia da Cognição (UFF); o Laboratório de Integração Sensoriomotora (UFRJ) e o laboratório de Neurobiologia II (Instituto de Biofísica Carlos Chagas Filho – UFRJ), os quais podem contribuir para o conhecimento científico dos aspectos neurais acerca do movimento humano.
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O que o cérebro faz?

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A pergunta é central para a neurociência, de qualquer perspectiva que se olhe, seja biológica, computacional, filosófica, ética, religiosa, antropológica, entre outras. Entretanto, a neurociência parece seguir seu rumo alucinante de aventuras e descobertas ignorando esta questão, que a qualquer pausa um pouco mais ponderada, volta a nos afrontar: O que o cérebro faz?  O que faz essa massa gelatinosa dentro de nossa cabeça? Qual sua função essencial? Leia Mais »

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A genialidade da mulher-melancia. Só se aquilo tudo for omega-3

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Depois das dicas para melhorar desempenho cognitivo, do leite materno e do chá verde, uma nova informação interessante neste campo: Omega-3 deixa meninas mais espertinhas.

Segundo notícia da Science, numa mega-pesquisa sobre nutrição e saúde feita nos EUA, com 4000 garotos e garotas entre 6 e 16 anos, os pesquisadores perceberam que meninas com mesma idade, classe social, etnia e resultados em testes de sangue equivalentes, mas que consumiam mais Omega-3, obtinham melhores resultados em testes cognitivos, inclusive de QI. Em meninos também ocorre um aumento, mas num nível duas vezes menor. Leia Mais »

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Abuso na infância altera o comportamento e o DNA

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Há muito tempo psicólogos sabem que fatos ocorridos na infância podem determinar comportamentos e doenças psicológicas na vida adulta. Dentre os mais fortes determinantes está o abuso sexual, que parece correlacionar fortemente com maior taxa de suicídio, depressão, ansiedade, entre outros problemas.

Mas qual é a biologia do trauma? O que muda no cérebro que faz as pessoas mudarem de comportamento?

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A Crise não é financeira

logo1“The principle of world-changing enters the stage during the 17th century. In the course of the 18th and 19th century it becomes the ideology of progress, and during the 20th century it grows to become a great power ruining the environment. Since then we begin to realize that world-changing without self-changing means an agenda of destruction.” Peter Sloterdijk

finance-crisis-photo1As manchetes não param. Crise pra lá, crise pra cá. PIBs crescendo menos que o previsto e almejado, trabalhadores protestando por demissões em massa, montadoras falindo, bancos quebrando. Perante tal cenário, não me atreveria a dizer que a crise financeira não existe. Refiro-me às bases da crise, suas origens mais profundas e sutis; e proponho, junto a muitas outras pessoas mundo afora, que estas não são exclusivamente econômicas.

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O neurocientista milionário

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Muita gente pode não entender o porquê de se estudar neurociências, já que estas estão tão distantes do grande público.

Mostrar que essas ciências têm muito a oferecer para nosso auto-conhecimento, tanto no nível individual como no de nossa espécie como um todo, é difícil especialmente hoje em dia, onde as pessoas acreditam que haja mais rigor cientifico na psicanálise que em estudos neuro -comportamentais, -fisiológicos, -genéticos, etc. Uma pergunta que as pessoas se façam talvez seja: “Para que gastar tempo e dinheiro em pesquisa básica de neuro se há coisas mais urgentes para resolver como HIV, hipertensão e câncer? Deixe o cérebro para os clínicos que está muito bom.”

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O Robô e o Fantasma na Máquina

logo1A notícia do robô da Honda que pode ser controlado pelo pensamento fez bastante barulho na mídia e nas mesas de boteco. Mas por quê?

ghost.jpgPorque a maioria das pessoas ainda acredita, mesmo que inconscientemente, na separação entre mente e corpo, o chamado dualismo. Afinal, como a carne pode pensar? Um evento tão complexo e abstrato como o pensamento não pode ser simplesmente cerebral, celular, enfim, material.

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Proteína BAG-2 pode ser novo alvo no combate à doença de Alzheimer, defende professor

logo1O pesquisador Daniel C. Carrettiero, professor da Universidade Federal do ABC, durante seu doutorado no laboratório da Professora Dra. Débora Rejane Fior-Chadi, da Universidade de São Paulo (IB/USP), em colaboração com o grupo de pesquisa do Professor Kenneth S. Kosik, da Universidade da Califórnia, Santa Barbara, descobriu uma nova função para a desconhecida proteína BAG-2: eliminar Tau hiperfosforilada, uma forma considerada tóxica para o ambiente celular na doença de Alzheimer. O trabalho foi publicado em fevereiro de 2009 na revista J. Neurosci. (Carrettiero et al. J. Neurosci..2009; 29: 2151-2161) e comentado no site Alzheimer Research Forum.

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O livro egoísta

logo1Meu amigo Marcelo foi assaltado. Roubaram sua mochila e, dentro, seu notebook. Mal deu a notícia, arrasado, veio me falar, naquele tom de “tenho uma notícia ruim pra você”, que meu livro estava na mochila. Na hora achei tão pouco frente à perda dele, disse: “que isso, besteira pensar nisso agora”. Confesso, não consegui dizer um desapegado “tudo bem, deixa pra lá, é só um livro”. Afinal de contas é O Gene Egoísta, escrito pelo zoólogo Richard Dawkins. Nele Dawkins defende serem os genes a unidade elementar da evolução, e os seres vivos um meio para estes se perpetuarem. É um livro importante para mim, fiz diversas anotações nele. Mas logo percebi que o livro passou ainda pelas mãos do Adriano. Três pessoas o leram. “Cumpriu sua sina”, brinquei. “Fez mais do que muitos livros fazem” brincou também o Marcelo. É hoje meta ambiciosa para eles. Leia Mais »

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