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	<title>coNeCte &#187; Thales Coutinho</title>
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	<link>http://blog.sbnec.org.br</link>
	<description>Blog da Sociedade Brasileira de Neurociências e Comportamento</description>
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		<title>Filosofando com ciência</title>
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		<pubDate>Tue, 17 Nov 2009 11:15:17 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Thales Coutinho</dc:creator>
				<category><![CDATA[Neurociência]]></category>

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										</div>Olá gente! Estou divulgando o blog que acabo de desenvolver, que consiste especificamente em discutir temas referentes a diferentes ramos da ciência: Neurociência, Genética Comportamental, Psicologia Evolucionista, Ciência Cognitiva, Biologia Evolutiva, etc. Peço que vocês acessem http://filosofandocomciencia.blogspot.com/, e comentem os tópicos que já se encontram disponíveis.]]></description>
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										</div><p>Olá gente! Estou divulgando o blog que acabo de desenvolver, que consiste especificamente em discutir temas referentes a diferentes ramos da ciência: Neurociência, Genética Comportamental, Psicologia Evolucionista, Ciência Cognitiva, Biologia Evolutiva, etc. Peço que vocês acessem <a href="http://filosofandocomciencia.blogspot.com/">http://filosofandocomciencia.blogspot.com/</a>, e comentem os tópicos que já se encontram disponíveis.<span style="font-family: Times New Roman; font-size: small;"></span></p>
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		<title>O que faz o ciúme?: explicações evolucionistas e neurobiológicas para este fenômeno</title>
		<link>http://blog.sbnec.org.br/2009/05/o-que-faz-o-ciume-explicacoes-evolucionistas-e-neurobiologicas-para-este-fenomeno/</link>
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		<pubDate>Sun, 31 May 2009 03:11:26 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Thales Coutinho</dc:creator>
				<category><![CDATA[Neurociência]]></category>

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		<description><![CDATA[A natureza do Ciúme.]]></description>
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<p><span id="more-1068"></span></p>
<p>A Psicologia Evolucionista é um ramo da ciência psicológica que, apesar de ainda muito pouco difundido no Brasil, têm realizado experimentos em países norte-americanos e europeus, que podem explicar muitos comportamentos apresentados pelos humanos, inclusive o ciúme.</p>
<p>Ela toma mão de conceitos da Psicologia Cognitiva, das Neurociências e da Biologia Evolutiva para tentar reconstruir a história de todo tipo de comportamento humano apresentado atualmente, fazendo links com nosso estilo de vida caçador-coletor na Savana Africana. Segundo esta linha de pensamento, nossos comportamentos atuais são a expressão de mecanismos (chamados “módulos”) cerebrais específicos que se desenvolveram neste ambiente ancestral, para possibilitar aos indivíduos solucionar algum problema adaptativo.</p>
<p>Para facilitar a compreensão, imagine uma tomada na qual você tenta exaustivamente encaixar um <em>plug</em>. Agora imagine que você não tenha a mínima noção espacial e vá tentando encaixar todas as formas de plug possíveis, naquela mesma tomada, em busca de um modelo que enfim consiga estabelecer um contato plenamente funcional. Vai chegar um momento em que você achará – por tentativa-e-erro – um plug perfeito para aquela tomada e, a partir de então, não vai querer substituí-lo (porque ele já resolveu o seu problema).</p>
<p>A mesma coisa aconteceu com nossos distantes antepassados! A seleção natural cegamente favoreceu os genes específicos que concediam a um determinado indivíduo uma melhor capacidade de solucionar um problema e, consequentemente, uma maior possibilidade de sobreviver até conseguir transmitir seus genes (entre eles, este especial) para sua prole.</p>
<p>O amor – e suas vicissitudes – não foge a esta regra. Logo, a questão é compreender como e porque, em termos evolucionistas, o ciúme “nasceu”, e por que ele é estimulado e expresso de formas diferentes pelo homem e pela mulher, sendo que a perda – ou ameaça – de um relacionamento é algo indesejado para ambos?</p>
<p>Primeiramente faz-se necessário esclarecer alguns aspectos. A psicologia evolucionista é tão bem aceita porque ela não é uma teoria extremista. Apesar de visivelmente valorizar os caracteres biológicos dos comportamentos, ela foi constituída de tal forma que fica aquém das duas extremidades científicas. Uma delas é a de que o homem nasce uma tábula rasa, totalmente “liso”, pronto para ser construído pelo ambiente social (como uma criança constrói um boneco de argila). A outra é a de que tudo o que é natural, é bom e deve ser recompensado. Ambas as falácias – ambientalista e naturalista, respectivamente – são tolas, afinal, nenhum animal (e isso inclui nós humanos) nasce como uma tábula rasa (para o arrepio de muitos antropólogos fanáticos pela ciência social, biologicamente somos constituídos por uma série de instintos inatos, a serem ativados nossas relações sociais, inclusive o relacionamento social é um instinto em si), mas também não é porque um comportamento foi naturalmente útil, que ele deve ser reverenciado. No passado, o instinto para assassinar possíveis competidores era “top de linha”. Hoje em dia, no contexto em que vivemos, não podemos estimular estas atitudes. Então, o objetivo da Psicologia Evolucionista é demonstrar o porquê dos comportamentos. Com base nesta explicação, a ética e o direito vão decidir aqueles que são socialmente aceitos sem punição, e aqueles que precisam ser punidos.</p>
<p>Para compreender o ciúme é necessário, primeiramente, ter ciência da chamada Teoria de Investimento Parental (TIP), e qual a relação dela com as diferentes formas de amar e enciumar-se, observada entre os sexos. A TIP visa analisar de forma matemática qual o investimento do homem, e da mulher, na criação dos filhos, para que se possa compreender o nível de comprometimento que eles terão, e a motivação para manter o relacionamento.</p>
<p>Biologicamente, o homem tem uma frequência de produção de espermatozóides (suas células reprodutivas) milhares de vezes maior do que a mulher produz óvulos (suas células reprodutivas). Quando a mulher é fecundada, ela fica 9 meses gestando uma criança – período durante o qual sua fertilidade fica suspensa –, enquanto que o homem pode ter relações ininterruptas com um grande número de mulheres. Mas o que isto tem a ver com aquilo?</p>
<p>Quando o Psicólogo Evolucionista David Buss realizou uma pesquisa em 37 culturas para verificar quais características – tanto das mulheres, quanto dos homens – eram mais relevantes na escolha do parceiro, ele encontrou um dado interessante e universal (ou seja, presente na grande maioria dos entrevistados, em todas estas culturas diferentes, que eram uma amostra representativa de toda a população do globo). Os homens preferem as mulheres jovens. Já as mulheres, preferem os homens mais velhos. Estes dados fazem muito sentido quando complementados pelas informações da biologia. Mulheres mais jovens liberam óvulos mais novos, têm um endométrio mais saudável, e consequentemente conseguem engravidar e ter menos risco de aborto natural. Homens mais velhos não apresentam espermatozóides tão piores, em comparação com os mais jovens, e são geralmente mais bem sucedidos economicamente, dispondo de maiores recursos para cuidar da saúde da esposa grávida. Lembre-se de que estamos falando em termos evolucionistas, ou seja, aquilo que hoje entendemos como recurso financeiro – em que a oferta é feita em dinheiro – era, no tempo que vivíamos na savana africana, recursos de moradia e alimentação, que protegia e alimentava a esposa que, com 8 meses de gestação, diferentemente de hoje, mal conseguia andar. Ou seja, nosso critério de seleção de parceria evolui naquele habitat da Savana, e permanece em todos nós até hoje.</p>
<p>Pesquisas internacionais evidenciam que a maioria das mulheres prefere: entre o fato do homem traí-las sexualmente, ou envolver-se emotivamente com outra mulher, que eles a traiam sexualmente. Para as mulheres, o envolvimento afetivo do seu marido com outras mulheres implica que ele estará desviando seus recursos – dinheiro e atenção – para outra pessoa. Isso ativa um alarme biológico que a faz sentir muito mais ciúme do parceiro, do que se soubesse, por exemplo, que o marido costuma visitar bordeis e ter relações com muitas mulheres, mas sem qualquer vínculo afetivo duradouro.</p>
<p>Já o homem, julga a situação de forma diferente! Ele sabe instintivamente que as mulheres mais jovens são mais cobiçadas, e sabe que os outros homens também sabem disso. Sabe também que a relação sexual pode ocorrer muito rapidamente e, em menos de meia hora, se ele não estiver vigilante o suficiente, sua mulher pode engravidar de outro homem e, ele estará então investindo recursos durante os próximos 9 meses em uma gestação cuja criança não é sua. Ou seja, para o homem, o medo maior é o de que sua esposa se relacione sexualmente com outros homens. Mas, como ele já sabe por experiência própria, que é muito fácil uma relação afetiva entre homem e mulher, evoluir para um romance sexual, a menor suspeita demonstrada pela mulher, de relacionamento com um homem, desperta seu alarme biológico do ciúme.</p>
<p>Estudos estatísticos demonstram que a maioria dos crimes gerados por ciúme consiste em homens – geralmente bem mais velhos (de 45 a 54 anos) – agredindo/ assassinando esposas bem mais jovens (de 15 a 24 anos). Homens mais jovens, que têm ciúme das esposas/ namoradas mais jovens, geralmente atacam os suspeitos de serem amantes dela, e não ela propriamente dita.</p>
<p>Mas, fisiologicamente, o que provoca o ciúme?</p>
<p>Por mais incrível que possa parecer, o ciúme é controlado pela mesma estrutura cerebral responsável pela dependência de drogas: o núcleo accumbens. Esta região cerebral faz parte do nosso sistema de recompensa, que nos motiva a buscar e proteger o objeto do nosso desejo. A principal substância que controla este sistema de recompensa é o neurotransmissor Dopamina, relacionado à sensação de prazer (drogas como cocaína causam prazer, porque liberam grandes quantidades de dopamina no núcleo accumbens). Contudo, há uma outra substância, o hormônio chamado ocitocina – produzido em massa, mediante a visão da pessoa amada –, que faz aumentar a produção de dopamina liberada no núcleo accumbens. A hipótese neurobiológica principal para o ciúme é que as pessoas muito ciumentas são muito mais sensíveis à estimulação da ocitocina. Ou seja, ao ver a pessoa amada, ouvir sua voz, ou perceber qualquer estímulo que remeta à lembrança dela, a ocitocina hiperestimula a liberação da dopamina, que hiperestimula o núcleo accumbens, que torna a pessoa fissurada pela amada. Desta forma, qualquer tempo longe da pessoa que ama, vai gerar uma “crise de abstinência amorosa”, tornando a pessoa ciumenta, uma verdadeira dependente química do amor, necessitando estar sempre próximo e monitorando a pessoa amada. Quanto maior a intensidade desta dependência, maior será o grau do ciúme.</p>
<p>Agora que já estão mais claras as bases evolutivas e neurofisiológicas do ciúme, é hora de fazer uma diferenciação importante.</p>
<p>Lucy Vincent, neurocientista interessada na evolução do amor e ciúme, faz uma distinção entre dois tipos de ciúmes: o Construtivo e o Coercivo. O ciúme construtivo é aquele ciúme bom – nosso “Sherlock Holmes” interno – que ajuda a fiscalizar o(a) parceiro(a) para manter e proteger o relacionamento, ou mesmo acabar com algum relacionamento que não seja fiel. O ciúme coercivo, ao contrário do construtivo, e agressivo e muitas vezes infundado, encaixando-se no que – em linguagem evolutiva – conhece-se como mal-adaptação. Ou seja, sabemos que o ciúme é uma característica importante, mas quando há uma alteração no módulo responsável por gerar a sensação de ciúme adequada, estamos diante de um indivíduo doente, com Delírio Paranóide de Ciúmes, que pode se expressar de forma destrutiva, ou seja, aqui estamos tratando de um grande dependente amoroso.</p>
<p>Como podemos constatar, o ciúme é uma estratégia que evoluiu com um propósito importante: manter a fidelidade entre os que se amam. Mas que há casos nos quais o ciúme apresenta-se de forma distorcida e gera comportamentos aberrantes, como a violência conjugal, que pode acarretar na morte de um ou mais dos envolvidos – ainda que a razão para o ciúme de uma das partes ser “fantasiosa”. Também percebemos que este é um comportamento fortemente incutido na natureza humana enquanto espécie e que, independente do ambiente, da classe ou do status social, todos nós humanos estamos programados para senti-lo – seja em maior, ou menor intensidade.</p>
<address>Thales Coutinho, acadêmico do 4º ano do curso de Psicologia e responsável pelo website de divulgação científica: <a href="http://www.psye.com.br/">http://www.psye.com.br</a></address>
<p><strong>REFERÊNCIAS:</strong></p>
<p><strong> </strong></p>
<ol>
<li>BARON-COHEN, Simon. <strong>Diferença Essencial</strong>. Editora Objetiva: Rio de Janeiro, 2004.</li>
<li>BURNHAM, Terry; PHELAN, Jay; <strong>A Culpa é da Genética – do sexo ao dinheiro, das drogas à comida: dominando nossos instintos primitivos</strong>. Tradução de Vera Maria Whately. Rio de Janeiro: Sextante, 2002.</li>
<li>BUSS, David. <strong>A Paixão Perigosa</strong>. Editora Objetiva: Rio de Janeiro, 2000.</li>
<li>FISHER, Helen E. <strong>Anatomia do amor:</strong> <strong>a história natural da monogamia, do adultério e do divórcio.</strong> Rio de Janeiro: Eureka, 1995.</li>
<li>FISHER, Helen. <strong>P</strong><strong>or que amamos</strong>. Editora Record: São Paulo, 2006.</li>
<li>KANAZAWA, Satoshi. MILLER, Alan. <strong>Por que os homens jogam &amp; mulheres compram sapatos</strong>. Editora Prestígio: Rio de Janeiro, 2007.</li>
<li>VINCENT, Lucy. <strong>Por que nos Apaixonamos</strong>. Editora Ediouro: Rio de Janeiro, 2005.</li>
<li>WINSTON, Robert. <strong>Instinto Humano</strong>. Editora Globo: São Paulo, 2006.</li>
</ol>
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		<title>Leitura Neurobiológica da &#8220;Frequencia da Vontade de Fazer Sexo&#8221; do Estudo da Vida Sexual do Brasileiro (EVSB)</title>
		<link>http://blog.sbnec.org.br/2009/05/leitura-neurobiologica-da-frequencia-da-vontade-de-fazer-sexo-do-estudo-da-vida-sexual-do-brasileiro-evsb/</link>
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		<pubDate>Sun, 31 May 2009 03:06:40 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Thales Coutinho</dc:creator>
				<category><![CDATA[Neurociência]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>

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		<description><![CDATA[Em 2002 o EVSB demonstrou que os homens apresentam um maior desejo sexual, em comparação às mulheres. Neurobiologicamente falando, quais são as causas para essa diferença?]]></description>
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										</div><p><img class="alignleft size-full wp-image-743" title="logo1" src="http://blog.sbnec.org.br/wp-content/uploads/2009/05/logo1.png" alt="logo1" width="188" height="62" />Em novembro de 2002 foi realizado em 13 estados brasileiros (Bahia, Ceará, Goiás, Mato Grosso, Minas Gerais, Pará, Paraná, Pernambuco, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul, Rio Grande do Norte, Santa Catarina e São Paulo) o Estudo da Vida Sexual do Brasileiro, sob a coordenação da Dra Carmita Abdo, que junto com sua equipe multidisciplinar entrevistou 7103 indivíduos maiores de 18 anos e, com base nas respostas fornecidas às 87 questões do questionário, evidenciou os hábitos de vida e de tendências, preferências e práticas sexuais de nosso país.</p>
<p><span id="more-1064"></span></p>
<p>Uma dessas questões dizia respeito à frequência da vontade de fazer sexo. Aos participantes foi dito que deveriam assinalar apenas uma, dentre as 5 alternativas: Várias Vezes por Dia; Uma vez todos os dias; Algumas vezes na semana; Algumas vezes no mês; Em situações Especiais.</p>
<p>Os resultados demonstraram que: os homens apresentaram índices 2 vezes maiores que as mulheres nas categorias: “Várias vezes por dia” e “Uma vez todos os dias”. As mulheres apresentaram índice relativamente maior em relação aos homens na categoria “Algumas vezes na Semana” e um índice bem maior na categoria “Uma vez ao mês”. Isso indica que a maioria dos homens (54,1%) experimenta a vontade de fazer sexo frequentemente, enquanto que a maioria das mulheres (71,3%) experimenta a vontade de fazer sexo numa frequência menor.</p>
<p>Há alguma condição biológica que explique essa diferença no comportamento sexual?</p>
<p>Sim. Uma das diferenças principais é estrutural. O hipotálamo e a amígdala esquerda, são estruturas diretamente relacionadas ao comportamento sexual. O dimorfismo da amígdala e do hipotálamo está por trás das diferenças no apetite sexual, e talvez até da maior importância que os homens dão a estímulos visuais, comparados às mulheres.</p>
<p>Os homens possuem um número maior de neurônios tanto no núcleo póstero-dorsal da amígdala medial (pdMED) quanto no núcleo intersticial da estria terminal (BST), que são áreas diretamente relacionadas ao desejo sexual.</p>
<p>Para os homens, qualquer alteração na genitália está automaticamente ligada a um sentimento prazeroso. Para as mulheres, a alteração na genitália nem sempre está ligada a sentimentos prazerosos. Essa menor comunicação feminina entre a alteração autônoma da genitália e os mecanismos cerebrais que controlam o impulso sexual fazem com que elas tenham menos desejo sexual que os homens.</p>
<p>Outras das diferenças têm fundo hormonal. Os homens produzem cerca de 10 a 20 vezes mais testosterona que as mulheres, e este é um hormônio fundamental no interesse sexual e na excitação.</p>
<p>Outras das causas são os dois neuropeptídeos conhecidos como Ocitocina e Vasopressina. A vasopressina é fabricada pela testosterona, e a ocitocina pelo estrogênio. Ambos, homens e mulheres, produzem esses dois peptídeos.</p>
<p>As mulheres liberam mais ocitocina que os homens durante a excitação e o orgasmo. Mas tanto nos homens quanto nas mulheres, a ocitocina está relacionada a contrações musculares intensas e o desejo sexual. Contudo, nos homens, um outro hormônio – vasopressina – parece agir durante a fase da ereção peniana. A Vasopressina também está associada à persistência masculina na relação sexual. A ocitocina é mais relacionada à ligação afetiva entre o casal.</p>
<p>Uma outra atividade da vasopressina diz respeito ao sentimento de hostilidade. Seus neurônios são em menor número nas mulheres, do que nos homens. A hostilidade é um sentimento que facilita o desligamento de uma relação e, por isso, uma maior hostilidade no homem poderia beneficiar sua ida embora em busca de outra mulher, enquanto que na mulher a hostilidade a faria desejar menos relações (um princípio bastante anti-evolucionista). Uma maior concentração de vasopressina é percebida em mulheres após a separação – quando elas manifestam sentimentos de raiva – e também durante os primeiros meses de nascimento do filho – quando ela tem que estar mais atenta aos perigos, para protegê-lo. Nestas fases, o desejo sexual diminui. Por isso que quando as mulheres estão irritadas – ou seja, com mais vasopressina – o desejo sexual diminui. Uma dica científica para os namorados que já “avançaram para o próximo estágio da relação” e que pretendem comemorar mais um ano juntos em 2010: as mulheres precisam de climas que estimulem sua ocitocina – calma, romance, etc. – ao mesmo tempo em que diminuam sua vasopressina. Por isso, o cavalheirismo e a segurança percebida pela mulher com relação a um homem pode facilitar sua excitação sexual, proporcionando uma noite muito agradável para ambos.</p>
<p>Estas são as principais evidências neurobiológicas que explicam a diferença de gênero no comportamento sexual.</p>
<address>Thales Coutinho, acadêmico do 4º ano do curso de Psicologia e responsável pelo website de divulgação científica: <a href="http://www.psye.com.br/">http://www.psye.com.br</a></address>
<p>Referências:</p>
<ol>
<li>ABDO, Carmita. <strong>Estudo da Vida Sexual do Brasileiro</strong>. São Paulo: Bregantini, 2004.</li>
<li>ABDO, Carmita. <strong>Descobrimento Sexual do Brasil: para curiosos e estudiosos</strong>. São Paulo: Summus, 2004.</li>
<li>FISHER, Helen. <strong>Por que amamos: a natureza e a química do amor romântico</strong>. Rio de Janeiro: Record, 2006.</li>
<li>HERCULANO-HOUZEL, Suzana. <strong>O cérebro em transformação. Rio de Janeiro: Objetiva, 2005.</strong></li>
<li>HILLER, Janice. <strong>Gender Differences in sexual motivation</strong>. JMHG, vol. 2, nº 3, 2005.</li>
</ol>
]]></content:encoded>
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		<title>O Cérebro nas Nuvens</title>
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		<pubDate>Sun, 31 May 2009 03:01:15 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Thales Coutinho</dc:creator>
				<category><![CDATA[Notícias]]></category>

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		<description><![CDATA[Leia aqui sobre a forma como o cérebro trabalha durante o sono]]></description>
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<p><span><span id="more-1062"></span></span><span>As pesquisas que se preocuparam em estudar o funcionamento cerebral durante o sono, nos indicam que: durante a vigília estão ativos tanto nosso sistema colinérgico (acetilcolina) quanto o aminérgico (serotonina, noradrenalina, dopamina e histamina). Durante as 4 fases NREM do sono, o sistema aminérgico vai sendo gradativamente desativado, até que, quando entramos na fase REM existe apenas o colinérgico. Uma curiosidade que vem a calhar: os anti-histamínicos de primeira geração – que passavam pela barreira hemato-encefálica – como o Phenergan<sup>®</sup> causavam bastante sonolência, justamente porque impediam a captação da histamina, o que fazia com que o sistema aminérgico ficasse desfalcado.</span></p>
<p><span>Alguns estudos demonstram que a desativação progressiva do sistema aminérgico ajuda a restaurar a densidade dos receptores desses neurotransmissores, principalmente os de noradrenalina. Esta é uma das razões pelas quais acordamos mais atentos, dispostos e tranquilos do que quando fomos dormir, afinal, os receptores de NA, DA e 5-HT – respectivamente – que geralmente sofrem o fenômeno de down-regulation durante a vigília (em função da alta utilização), estão em um número maior e conseguem captá-la com mais rapidez, aguçando assim nosso sistema atencional, motivacional e emocional. Além disso, durante as fases NREM, são degradadas as adenosinas, que são substâncias liberadas pelos neurônios quando trabalham demais, e que diminuem suas atividades, como se os obrigassem a induzir-nos ao sono. Menos adenosina, mais funcionamento geral do cérebro, maior a disposição! Por isso, se quiser ter alta produtividade, zele pela qualidade e quantidade do seu sono, ao invés de passar noites em claro trabalhando.</span></p>
<p><span>O aspecto mais fascinante do sono, tanto hoje quanto na antiguidade, é a origem dos sonhos. Misteriosos, eles intrigaram filósofos de todos os tempos. Hoje em dia, a ciência começa a solucionar esse enigma e a difundir nos meios de comunicação: de onde vem para que servem os sonhos!</span></p>
<p><span>Todos já devem ter acordado pela manhã pensando não ter sonhado nada. A maioria já deve ter ouvido que “a gente sempre sonha, mas às vezes não lembra”. Realmente, este aparente paradoxo – que se tornou popular – tem embasamento científico. Como há praticamente apenas acetilcolina atuando durante a fase REM (quando sonhamos), a formação das memórias é pueril. Para a formação de uma memória mais densa, é necessária a ação da noradrenalina. Por isso que lembramos do sonho quando coincide de acordarmos durante a fase REM, pois daí a nossa memória à base de acetilcolina pode ser consolidada pela reativação da noradrenalina.</span></p>
<p><span>Os sonhos são uma expressão da associação cega de nosso aprendizado acumulado durante o dia, e nossas memórias armazenadas até então. Essa associação permite que consolidemos na memória de longo prazo, as informações obtidas em vigília. Mesmo eles sendo extremamente confusos (tão confuso que os psicanalistas faturam uma grana, tentando ajudar seus pacientes a “interpretá-los”), é verdade que enquanto estamos sonhando é impossível pensar: “Ah! Isso é apenas um sonho!”. Desta forma, podemos tanto vivenciar o prazer real com sonhos de cunho erótico, bem como o medo extremo com os pesadelos.</span></p>
<p><span>Mas, o que será que nos impede de raciocinar logicamente enquanto sonhamos? O que se descobriu até agora é que, de todas as partes do cérebro, o córtex pré-frontal é o que diminui mais a sua atividade global durante as fases NREM. Contudo, ao entrar na fase REM, ele começa a ativar algumas de suas regiões, principalmente suas áreas posteriores e mediais, que estabelecem bastante conexão com o sistema límbico – por isso que o conteúdo emocional (agradável, ou não) sempre permeia nossos sonhos – mas em contrapartida, mantém-se desativadas as áreas ventrais e laterais, responsáveis pela lógica e tomada de decisão. Isso nos impede de analisar criticamente a realidade onírica, e por isso tratamos o sonho como algo real (quer saber como um esquizofrênico vivencia sua alucinação? Lembre-se do seu último sono, em que caminhava sobre a água e via porcos voando pelo céu, enquanto ria pensando em “como tudo está no seu devido lugar”).</span></p>
<p><span>Mas, que bom que é assim! Uma das principais funções do sonho é – além da consolidação da memória – a geração de insights criativos capazes de resolver problemas do nosso cotidiano (Einstein sonhou que via um feixe de luz pareado ao lado dele, enquanto ele estava num carro, na véspera de conceber a Teoria da Relatividade; Bram Stoker sonhou com um grupo de vampiras, na véspera de criar sua história mais famosa: Drácula, etc.) Estes insights são possíveis porque a associação das memórias recentes, com os nossos conhecimentos prévios, são totalmente caóticas. Se nós fossemos capazes de censurar esse processamento, perderíamos muito tempo selecionando o que está “de acordo com a realidade”, e não obteríamos do sonho o seu verdadeiro propósito.</span></p>
<address>Thales Coutinho, acadêmico do 4º ano do curso de Psicologia e responsável pelo website de divulgação científica: <a href="http://www.psye.com.br/">http://www.psye.com.br</a></address>
<ol>
<li><span>ALOÉ, Flávio. AZEVEDO, Alexandre Pinto de. HASAN, Rosa<span style="text-decoration: underline;">. Mecanismos do ciclo sono-vigília</span>. Rev Bras Psiquiatr, vol. 27, pp. 33-39, 2005.</span></li>
<li><span><span><span>MACNAMARA, Patrick. <span style="text-decoration: underline;">An Evolutionary Psychology of Sleep and Dreams</span>. </span>Greenwood Publishing Group, 2004.</span></span></li>
<li><span><span><span>MUZUR, Amir. PACE-SCHOTT, Edward. HOBSON, Allan. <span style="text-decoration: underline;">The prefrontal cortex in sleep</span>. TRENDS in cognitive sciences, vol. 6, nº 11, 2002.</span></span></span></li>
<li><span><span><span>PALLER, Ken. VOSS, Joel. <span style="text-decoration: underline;">Memory reactivation and consolidation during sleep</span>. Lear. Mem. 11: 664-670, 2004.</span></span></span></li>
<li><span><span><span>RIBEIRO, Sidarta. NICOLELIS, Miguel. <span style="text-decoration: underline;">Reverberation, storage, and postsynaptic propagation of memories during sleep</span>. Learn. Mem. 11:686-696, 2004.</span></span></span></li>
</ol>
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		<title>Tabagismo Gestacional como fator de risco para o TDAH</title>
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		<pubDate>Sat, 30 May 2009 23:39:03 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Thales Coutinho</dc:creator>
				<category><![CDATA[Neurociência]]></category>
		<category><![CDATA[Adicionar nova tag]]></category>

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		<description><![CDATA[Dia 31 de Maio é o Dia Internacional contra o Tabaco. Será que esta droga pode ser um fator que - durante a gestação - desenvolva o TDAH na criança?]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div style="padding-top:5px;padding-right:0px;padding-bottom:5px;padding-left:0px;;">
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										</div><p><img class="alignright size-full wp-image-743" title="logo1" src="http://blog.sbnec.org.br/wp-content/uploads/2009/05/logo1.png" alt="logo1" width="188" height="62" />O dia 31 de Maio é considerado “Dia Internacional contra o Tabaco”. Neste período geralmente se intensificam as campanhas de conscientização, informando à população o quanto o tabagismo pode provocar insuficiências respiratórias, entre outras complicações. Contudo, as campanhas poucas vezes difundem os efeitos neuropsiquiátricos e neuropsicológicos que o fumo (durante a gestação) provoca no feto. Um desses efeitos mais estudados e corroborados por evidências científicas em muitos estudos com diferentes populações é em relação ao TDAH (Transtorno de Déficit de Atenção e Hiperatividade).</p>
<p><span id="more-1043"></span></p>
<p>O TDAH, como toda doença multifatorial, pode ter muitas origens diferentes. Neste texto, especificamente, duas delas serão comentadas. Uma é a genética, ligada principalmente ao polimorfismo dos genes: DRD4 e DAT-1; enquanto a outra é teratógena, ligada principalmente à ação de determinadas substâncias circulantes no organismo da mãe, sobre o embrião ou feto. Um destes fatores teratógenos que possibilitam a manifestação do TDAH na criança é o tabagismo.</p>
<p>Segundo Braun, et al (2006), dependendo do sexo, o feto reage de forma diferenciada à exposição intra-uterina das substâncias do cigarro. O sexo feminino parece ser mais propenso a desenvolver o TDAH devido ao fumo, por isso, considera-se a probabilidade de 4 a 6 vezes mais chance de uma menina exposta ao tabaco durante a gestação, desenvolver o TDAH (em comparação com meninas não expostas). Quanto ao sexo masculino, considera-se que um menino exposto às substâncias do cigarro durante a gestação tenha, em média, 2 a 3 vezes mais chance de manifestar o TDAH (em comparação com meninos não expostos). De qualquer forma, estatisticamente considera-se que crianças cujas mães fumaram durante a gravidez têm de 2 a 5 vezes mais chance de desenvolver o TDAH.</p>
<p>De acordo com Button, et al (2005 e 2007) uma das substâncias do cigarro que é responsável pelo comprometimento no desenvolvimento fetal é a famosa nicotina, que parece ativar os genes para o TDAH que os fetos portavam, mas que estavam inativos. Outra de suas ações é a de provocar uma diminuição no fluxo de aminoácidos para o feto, que não se desenvolverá da forma esperada. Além, é claro, de a nicotina ter aquele conhecido efeito de diminuir a fome do fumante, nesse caso: a mãe. Menor quantidade de comida ingerida, menor quantidade de nutrientes para o bebê, mais comprometido será seu desenvolvimento.</p>
<p>O monóxido de carbono ingerido pelo cigarro, também poderá alterar o desenvolvimento do bebê, uma vez que a hemoglobina tem grande afinidade pelo CO, e quando este está em quantidade elevada no organismo, formam-se muitas carboxihemoglobina (hemoglobina ligada ao monóxido de carbono). Esta, por sua vez, será transmitida para o feto via cordão umbilical, o que pode, como consequência da maior concentração de CO no organismo do feto, causar quadros de apnéia, até 90 minutos depois de o cigarro ter sido consumido. Estas repetidas diminuições na oxigenação do feto podem provocar pequenas lesões cerebrais, que na infância podem se manifestar como TDAH (Erns, et al, 2001).</p>
<p>Evidentemente, ao estabelecer esta correlação, leva-se em consideração tanto o número de cigarros consumidos pela mãe, como também o período em que eles foram consumidos. Geralmente constata-se que os 3 últimos meses da gestação sejam os mais críticos, e que a gravidade da psicopatologia será diretamente proporcional à quantidade de cigarros consumidos.</p>
<p>Uma das dificuldades que a maioria dos artigos cita é separar o que é um TDAH causado pelo fumo durante a gestação, e o que é um TDAH hereditário. Isso porque, devido à ação estimulante da nicotina, muitas pessoas (de ambos os sexos, mas principalmente as mulheres) que possuem o TDAH recorrem ao tabagismo como uma forma de auto-medicação (LINNET, et al, 2005). Então, é bem possível que uma grande quantidade das mães fumantes, sejam também mães portadoras do transtorno.</p>
<p>Desta forma, Obel, et al (2008) propõe que: em sociedades onde o consumo de cigarro seja perfeitamente permitido, há mais probabilidade de que um número menor de pessoas o estejam usando como auto-medicação – ou seja, mulheres que tenham TDAH – pois a grande maioria usa simplesmente pelo prazer da droga. Em sociedades onde o uso do cigarro é condenável, espera-se que as pessoas que façam uso dele, façam realmente como auto-medicação, existindo, portanto, uma quantidade menor de pessoas que “fumam pelo simples prazer de fumar”. Logo, os estudos realizados com populações onde é permitido o fumo, podem demonstrar a associação entre TDAH e cigarro durante a gravidez, como fruto do fator teratógeno, pois nessa população espera-se que haja uma expressividade menor de mulheres com TDAH. Já as pesquisas realizadas em comunidades avessas ao cigarro, é provável que o resultado obtido se refira mais à genética herdada, do que à exposição ambiental intra-uterina.</p>
<p>De qualquer forma, o tabagismo gestacional é um fator ambiental reconhecidamente responsável pela manifestação do TDAH na infância e, com base nisso, conclui-se que as campanhas também devem difundir essa informação, para que – ao menos durante a gestação – as mães possam abrir mão dos prazeres do vício, em prol de uma melhor qualidade de vida da criança que está gestando. Isso, evidentemente, não irá erradicar o TDAH, mas com certeza diminuirá significativamente a sua incidência.</p>
<address>Thales Coutinho, acadêmico do 4º ano do curso de Psicologia e responsável pelo website de divulgação científica: <a href="http://www.psye.com.br/">http://www.psye.com.br</a></address>
<p>REFERÊNCIAS</p>
<ol>
<li>RIESGO, Rudimar. ROHDE, Luis Augusto<strong>. Transtorno de Déficit de Atenção e Hiperatividade</strong>. In: IZQUIERDO, Ivan. KAPCZINSKI, Flávio. QUEVEDO, João (orgs). Bases Biológicas dos Transtornos Psiquiátricos. Porto Alegre: ArtMed, 2004.</li>
<li>BRAUN, Joe. KAHN, Robert. FROEHLICH, Tanya. AUINGER, Peggy. LANPHEAR, Bruce. <strong>Exposures to environmental toxicants and attention deficit hyperactivity disorder in US children</strong>. Environ Health Perspect, vol. 114, 2006.</li>
<li>BUTTON, Tanya. MAUGHAN, Barbara. MCGUFFIN, Peter. <strong>The relationship of maternal smoking to psychological problems in the offspring</strong>. Early Hum Dev, vol. 83, nº 11, 2007.</li>
<li>BUTTON, T. THAPAR, A. MCGUFFIN, P. <strong>Relationship between antisocial behavior, attention-deficit hyperactivity disorder and maternal prenatal smoking</strong>. British Journal of Psychiatry, vol. 187, 2005.</li>
<li>ERNST, Monique. MOOLCHAN, Eric. ROBINSON, Miqun. <strong>Behavioral and Neural consequences of prenatal exposure to nicotine</strong>. J Am Acad Child Adolesc Psychiatry, vol. 40, nº 6, 2001.</li>
<li>LINNET, Karen. WISBORG, Kristen. OBEL, Carsten. SECHER, Niels. THOMSEN, Per. AGERBO, Esben. HENRIKSEN, Tine. <strong>Smoking during pregnancy and the risk for hyperkinetic disorder in offspring</strong>. Pediatrics, Vol. 116, nº 2, 2005.</li>
<li>OBEL, Carsten. LINNET, Karen. HENRIKSEN, Tine. RODRIGUEZ, Alina. JARVELIN, Marjo. KOTIMAA, Arto. MOILANEN, Irma. EBELING, Hanna. BILENBERG, Niels. TAANILA, Anja. YE, Gan. OLSEN, Jorn. <strong>Smoking during pregnancy and hyperactivity-inattention in the offspring &#8211; comparing results from three Nordic cohorts</strong>. Int J Epidemiol, 2008.</li>
</ol>
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