Imagine uma pílula que não causasse efeitos colaterais, barata, e que depois de tomar seu QI aumentasse vários pontos. Você usaria?
Um grupo de cientistas, verdadeiros pesos-pesados na área de neurociência, saúde pública, direito e ética, lançou esta semana um manifesto na prestigiosa revista Nature, pedindo para acelerar as pesquisas -e se possível a liberação para consumo- de drogas que aumentam a inteligência.
A idéia seria, caso as pesquisas não demonstrem nenhum efeito colateral, que adultos tivessem a liberdade de ingerir livremente essas substâncias, sem nenhum tipo de criminalização.
Que um grupo de cientistas e juristas desse porte peça a liberação desse tipo de “doping” mental pode parecer uma loucura para muitos, mas a leitura atenta do artigo dá algumas pistas sobre os reais motivos.
O fato é que, como veremos, o problema já está colocado na sociedade, e ele exige respostas científicas -que só serão conseguidas mediante muita pesquisa-, e análise dos aspectos éticos por parte da sociedade.
QUESTÃO CIENTÍFICA
Não é de hoje que pesquisadores tentam descobrir medicamentos para tratar doenças cerebrais, como o mal de Alzheimer, a esquizofrenia, o transtorno de déficit de atenção – hiperatividade (TDAH), o mal de Parkinson, etc.
Muitas dessas doenças provocam danos cognitivos devastadores, e o paciente passa a ter parte de suas atividades mentais comprometidas, tanto na sua capacidade de aprendizado, memorização, compreensão, linguagem, distúrbios de sono, etc.
Nos últimos anos, o uso de algumas drogas como a Ritalina, Adderall, modafinil, donepzil, entre outras, provocaram melhoras importantes no quadro clínico desses pacientes, permitindo uma notável recuperação na qualidade de vida. Entretanto, algumas dessas drogas passaram a ser consumidas (ilegalmente ou sem prescrição) por indivíduos sadios, os quais também descreveram melhoras no desempenho intelectual.
Pesquisas mostram que aproximadamente 7% dos alunos universitários dos Estados Unidos já consomem essas substâncias, e em alguns campi, o consumo atinge 25% dos estudantes.
Entretanto, como esses medicamentos são recentes ainda não existem suficientes estudos que nos permitam saber quais os efeitos colaterais do se uso a longo prazo, principalmente quando ingeridos por indivíduos sadios. Não há estudos que avaliem ao certo quanto melhor o cérebro funciona, quanto aumenta nosso QI, nem os efeitos dessas drogas sobre o cérebro -em formação- de crianças e adolescentes.
Tampouco se sabe se o uso desses compostos provoca apenas uma melhora temporária na capacidade cognitiva, ou se as alterações aumentam de fato a capacidade de aprender, através de mudanças permanentes da organização cerebral. Mas como a droga já está sendo consumida, o pedido dos cientistas para aumentar as pesquisas (de preferência por instituições públicas) faz todo sentido.
QUESTÃO ÉTICA
O surgimento deste tipo de drogas coloca uma série de desafios éticos que, uma vez respondidas as questões científicas, devem ser analisados pela sociedade. Apenas para citar alguns dos problemas que já estão surgindo:
- O exercito dos Estados Unidos atualmente subministra aos soldados alguns desses medicamentos, sendo que o consumo não pode ser recusado pelos mesmos. +Sob efeito dessas substâncias, os soldados mostram um melhor desempenho, maior capacidade de discriminação, e reflexos mais apurados. As conseqüências são óbvias. Podem vir a se transformar em máquinas de matar extremamente eficientes.
-Seria ético que um empresário passasse a exigir que seus funcionários fizessem uso desses medicamentos para aumentar o desempenho e a produtividade? A exigência formal não seria nem necessária. A maior produtividade de um funcionário que faz uso da droga poderia obrigar seu colega a também ingeri-la para manter seu emprego.
-Seria correto que um colégio, para melhorar o desempenho escolar dos alunos, incentivasse o uso desses medicamentos? Insano? É bem provável que muitas escolas já estejam fazendo isso com a Ritalina, alegando que os alunos não aprendem por que são hiperativos.
-E num vestibular? Seria justo que apenas alguns estudantes utilizassem esse doping mental e outros não? Seria justo que apenas os que podem pagar por esses medicamentos possam fazer uso deles em detrimento dos outros?
-Caso não sejam observados efeitos colaterais importantes, quais seriam as conseqüências globais para a sociedade se todos os indivíduos tivéssemos acesso a drogas que nos tornem mais inteligentes?
É isso aí. Parece que o futuro chega cada vez mais rápido. O antídoto para não nos pegar desprevenidos é informação, informação, e mais informação. Ficar mais inteligente mediante o uso de drogas pode parecer antinatural.
Mas não mais antinatural que a roupa que usamos, a casa onde moramos, o carro que nos transporta, a medicação que tomamos ao longo da nossa vida para viver mais e melhor, os óculos que estou usando para escrever este artigo, e o papel sobre o qual ele estará escrito amanhã.
Você não acha?
Fonte: Towards responsible use of cognitive-enhancing drugs by the healthy; Nature, doi:10.1038/ 456702a; Published online 7 December 2008; Henry Greely e cols.

41 Comentários
Parabéns professor por tornar tão didatico um asssunto que por vezes estarrece as pessoas mas, que já está batendo a nossa porta.
Texto muito bem escrito e conciso, mas por favor não compare TDAH com esquizofrenia e Alzheimer, assim como não chame TDAH de “doença cerebral”.
TDAH é um disturbio, como diz o nome, envolvido em atenção e hiperatividade, não causando nenhum “dano cognitivo devastador”.
Esse tipo de afirmativa é feita por aqueles que relacionam, erroneamente, atenção e/ou notas academicas com inteligência e capacidade de aprendizado.
Prezado Victor, obrigado pelo comentário. Apenas para esclarecimento, no texto consta “Muitas dessas doenças provocam danos cognitivos devastadores”. Entendo sua correta preocupação em não incluir a TDAH no grupo das “doenças”. Em uma próxima oportunidade, quando venha a escrever especificamente sobre esse transtorno tão na moda, prometo deixar isso claro para o leitor leigo que lê meus artigos . Esta coluna de divulgação científica tinha apenas a intenção de tornar o artigo da Nature (que foca na utilização dessas drogas e incluem o metilfenidato) acessível ao grande público, da forma mais clara possível.
Acrescento que, como o Sr., não estou entre os que “relacionam, erroneamente, atenção e/ou notas academicas com inteligência e capacidade de aprendizado”. Mas não me parece que isso esteja implícito no texto. Pelo contrário, utilizei o termo “insano” ao aludir a essa possibilidade.
Prezado Antônio, obrigado pelo comentário. O compromisso é esse mesmo. Contribuir, de acordo com nossas possibilidades, com o letramento científico da sociedade e a percepção pública da ciência, uma área bastante abandonada no meio acadêmico (existem boas e crescentes exceções).
Gostei do texto pois relata a realidade, fui diagnosticada recentemente com tdah e estou com muitas duvidas em relação a tomar ou não o medicamento. Mas quando penso que isso melhoraria minha vida, pois com apenas 29 anos, invejo a memória da minha avó de 78 anos que se recorda de delhalhes de 30 ou mais anos atrás, e eu mau consigo me lembrar de coisas acontecidas a minutos atrás. Por isso que me sinto sim doente cerebral, pois isso afeta minha vida social, familiar, e a cada dia que passa me sinto pior.
Oi Shirlei. Obrigado pelo comentário.
Antes de mais nada, te aviso que não sou neurologista ou psiquiatra, mas pelo teu texto (tão claro e conciso) não seria capaz de diagnosticar nenhuma doença cerebral. Apenas te aconselho consultar apenas bons especialistas. Estão sendo cometidas muitas barbaridades devido à má formação dos nossos profissionais da área médica. Numa sociedade estressante com a nossa (bem diferente daquela que tua avó provavelmente teve que enfrentar) ter problemas de memorização e atenção é muito muito comum e não necessariamente associado a alguma doença. O que de fato acontece é que o diagnóstico de tdah está banalizado e a ritalina corre solta para alegria do laboratório fabricante.
Existe um filme interessante que trata deste tema, “Impulsividade” de 2005 (título original “Thumbsucker”)
funciona mesmo? tem muitos efeitos colaterais?
Muito bom o estudo sobre esse assunto que cada vez mais vem sendo discutido junto a população. Vejo que com um cotidiano cada vez mais agitado e com alimentação mal regulada e muito industrial e com agrotóxicos, etc, entendo que cada vez mais teremos que buscar soluções para tapar esses problemas sociais. No meu ponto de vista acho que é importante esses medicamentos, mas para isso faz-se necessário um estudo mais apurado de longo prazo para daqui a pouco não estarmos nos envolvendo em um vício que pode acarretar em problemas de saúde. Se há estudos mais apurados gostaria de receber, pois tenho interesse em tomar um medicamento como esse para aumentar as capacidades neurológicas. Valeu!
EU FAZER UM AVALIAÇÃO PARA TOMAR A PÍLULA DA INTELIGÊNCIA .
eu realmente tomaria parabems professor
Prezados, gostaria de saber se já existe tratamento com a pílula da inteligência. Pois a cada dia que passa eu percebo que a minha memória guarda menos coisas, precisamente na faculdade, quando eu estou estudando eu entendo praticamente tudo na hora da prova da um branco. Preciso urgente de um tratamento, alguém sabe onde eu possa ser cobaia desta pesquisa.
Agradeço á todos por os comentários. Hoje vou trabalhar mais aliviada por saber que pode existir uma solução para este problema
tenho tentado alguns concursos e chego muito perto da classificação. Às vezes dá um branco e falta concentração e depois vejo que àquela questão eu sabia e não lenbrei na hora. Isso é normal?
Professor Roelf. Na Edição 271- Nov-2009 da Super Interessante é esta a matéria da capa:A PÍLULA DA INTELIGÊNCIA. E foi esta matéria que me estimulou a comprar a revista, que fala exatamente deste assunto, porém de um jeito mais científico. Parabenizo sua iniciativa em divulgar o assunto d e forma mais transparente e em liguagem simples para que muitos possam entender mais este grandisoso avanço da ciência. Estamos vivendo na era da mente, e sabemos que se a usarmos com disciplina, podemos alcançar tudo que desejarmos, imagine se usarmos também esta abençoada pílula. Sem dúvida eu a usaria para melhorar cada vez minha energia mental. Grande abraço. Itamira
Parabens, a todos os responsaveis pela pesquisa e desenvolvimento deste ‘remedio’, pois a gama de informações que preciso assimilar so seria possivel com algo que potencialize meu intelecto.
EU TOMARIA E AINDA NÃO O FIZ POR QUE NAO SEI ONDE ENCONTRA-LO.
OBS: POR FAVOR ME INFORME ONDE POSSO ENCONTRAR E COMPRAR O PRODUTO.
OBRIGADO
Tbm gostaria de saber onde posso encontrar e como tomar???? preço tbm?
Itamira e demais amigos. Agradeço vossos comentários. Fico feliz que o texto tenha ficado claro. O objetivo da divulgação científica é esse mesmo.
Sobre a medicação em si, atentem ao que está escrito no texto. O que os cientistas solicitam é que sejam realizadas mais pesquisas para saber quais os efeitos totais desse tipo de medicação, quando administrada em pessoas sadias. Nem o artigo (nem meu texto) orienta para que as pessoas fiquem ingerindo essas drogas sem uma cuidadosa avaliação por parte de especialistas. Num mundo estressante e competitivo como o que vivemos, não atingir o que “se espera” provavelmente não é um problema do nosso cérebro, e sim dos tempos que nos toca viver. Isso é mais ou menos como o padrão de beleza que é exigido pela sociedade, e que leva a tantos sacrifícios, problemas de saúde, frustração, etc…
Acho interessante aprender a respeitar e conviver com nossos limites. Mesmo com eles, somos capazes de coisas muito, muito boas.
Divirtam-se!
olá, parabéns pela matéria. Me ajudou a tirar uma dúvida.Há um tempinho atrás eu leveu uma queda muito grave e bati com a cabeça no chão, de la para cá percebi que minha memória nunca mais foi a mesma.Fui a vários especialistas e eles sempre me diziam que nao havia ficado sequelas, porém eu achava que sim, pois a memória deixava a desejar. Entao lendo sua matéria ,persebi que nao sou o único que padeço dessa ”patologia”. Obrigado e pode ter certeza que amanhã estarei a procura dessas pílulas, pois no meu caso há uma grande necessidade do uso.
desde pequeno, eu sempre tive dificuldade para estudar. Sempre tirei notas baixas, só na quarta série que eu tirei notas boas e nas provas de recuperação. gostaria de saber mais sobre a pílula da inteligência, porque se for bom como está sendo divulgado pelos cientistas, eu também quero tomar. meu nome é bruno eduardo e, eu falo de belo horizonte
Acho o assunto muito interessante, gostaria de mais informações sobre ele .
EU TOMARIA QUANTAS FOR PRESIZO EU JA NAO SOU EMTELIGENTE MESMO NAO SEI NEM ESCREVER DIREITO ESTA VENDO AI PODE MANDAR QUE EU TOMO JOSE ARAILTON PORTO VELHO RONDONIA
Muito bom o texto, esta escrito de forma clara e com precisão! Só uma dúvida, no caso dos estudantes, este tipo de medicamento (Ritalina, Adderall, modafinil, donepzil) pode auxiliar quanto a atenção, memorização (…)? Caso seja usado durante, por exemplo, 1 ano, pode causar vicio, ou algum prtoblema?
Muito Grata
Adriana, ainda não existem dados suficientes para responder tuas perguntas. É por isso que esse grupo lançou esse manifesto. Para que a ciência estude mais profundamente, e a sociedade estabeleça as normas éticas necessárias.
Obrigado.
Eu estava pesquisando a respeito do assunto e seu texto foi o q mais me esclareceu. Só gostaria de saber se esses remédios são vendidos somente sob prescrição médica ou não. Fiquei interessada! Mais uma vez parabéns professor.
Obrigado Thoclean.
Apenas com prescrição médica. E de bom médico!!! Não deixa qualquer um mexer com teu cérebro!
E cuidado com o mercado paralelo da Internet. Além do perigo da automedicação, você pode estar comprando comprimidos de açúcar (na melhor das hipóteses) ou de algo muito pior.
Professor Parabens, pelo estudo muito bom, esse assunto que cada vez mais vem sendo discutido junto a população. Vejo que com um cotidiano cada vez mais agitado e com alimentação mal regulada e muito industrial e com agrotóxicos, etc, entendo que cada vez mais teremos que buscar soluções para esses problemas sociais. No meu ponto de vista acho que é importante esses medicamentos, mas para isso faz-se necessário um estudo mais apurado de longo prazo para daqui a pouco não estarmos nos envolvendo em um vício que pode acarretar em problemas de saúde. Se há estudos mais apurados gostaria de receber, pois tenho interesse em tomar um medicamento como esse para aumentar as capacidades neurológicas. Valeu!
É uma materia muito interessante. Os antigos dizem que o oleo de copaiba ingerido diariamente melhora o desempenho cerebral. Não vejo nenhum empecilho em testar esses medicamentos. Ao que se parece não tem efeito colateral. Então onde encontra-lo. Meu QI é normal, gostaria de aproximar para uns 180.Eu na realidade não experimentei o oleo de copaiba. Essa pesquisa deveria seguir adiante. A cada dia que passa nasce crianças super inteligentes. Olhe para a alguns anos atras nós não conheciamos jogos eletronicos. Só carrinho feito de madeira. E hoje as nossas crianças só pensam em brincar nos computadores. Experimenta dar um carrinho, ou bichinho…….
Então, é bom que esta pesquisa não fique só em noticias. Que torne realidade mesmo, pois nós adultos devemos acompanhar nossas crianças de hoje.
gostaria de tomar a pilula da inteligencia que foi divulgaga na super interessante.Como e onde comprar?
Eu não tomaria. É assombroso o número de pessoas que está procurando endereços onde obter estes remédios. Pode ser uma caixa de pandora.
(1) O fato que não sabemos muito sobre efeitos colaterais em indivíduos sadios é grave, e ainda mais em longo prazo. Levou tempo para perceber o quanto asbesto ou DDT realmente eram perigosos. No exemplo dos militares (e em outras profissões), qual é o efeito destes remédios no julgamento moral? Ou talvez o efeito seja de placebo – mas nesse caso, visto as muitas variáveis desconhecidas, até preferiria que as pessoas andem com um “dolar de sorte”, “caneta mágica” ou um símbolo religioso.
(2) Podemos prever que muitas pessoas vão tomar estes ‘neuroenhancers’ de forma crónica logo que o acesso a estes remédios estiver mais fácil. Portanto, há questões de potencial dependência e vício, se não fisiológico será psicológico.
(3) Se todos tomarão ‘neuroenhancers’ para concursos e provas, não estamos mais avaliando a capacidade cognitiva dos médicos, advogados e professores de amanhã.
(4) Mesmo se documentarmos todos os efeitos colaterais de longo prazo de tomar remédios deste tipo, não saberemos os efeitos beneficiais em longo prazo de não tomá-los. Ou seja, qual é o efeito de tomar doping mental sempre que estivermos sendo desafiados intelectualmente? O que significa, em longo prazo, para a nossa resiliência e, em termos biológicos, a nossa plasticidade neural?
(5) Realmente já esgotamos os meios não-farmacológicos para aumentar o nosso desempenho intelectual? É preciso dar um banho químico ao nosso cérebro quando ainda estamos avaliando a influência provavelmente benéfica de técnicas de relaxação e meditação, treinamento e exercício físico? Falando nisso, se as pessoas têm problemas na hora de participar de uma prova ou um concurso, é mais provável que controle da ansiedade funciona melhor que (tentativa de) aumenta da função cognitiva.
(6) A comparação com carro, casa, óculos e papel não vale. Carro e papel não ‘mexem com a sua cabeça’. Precisamos de uma casa para aumentar substancialmente a nossa probabilidade de sobreviver um bom tempo – esses pontos QI ganhos não fazem essa diferença. Óculos são um remédio para quem é míope, da mesma maneira que ritalina é para quem sofre de TDAH grave – em outras palávras, são curativos.
(7) Para antecipar: legalizar ou socializar uma droga nova não é, eticamente, a mesma coisa como tolerar drogas socialmente aceitas com efeitos psicoativos, como cafeina, nicotina ou álcool. Tenho medo de chegar um momento que a sociedade _exigirá_ o aumento artificial da capacidade intelectual dos profissionais em áreas onde a inteligência é considerada importante. Entendi que o ‘peer pressure’ e o medo de ficar atrás de colegas já está começando a falar mais alto que a prudência em certos círculos de profissionais biomédicos.
Concordo com quase tudo (quase).
Sobre o item 6, cada vez suspeito mais que quase tudo “mexe com a sua cabeça” (ou a cabeça mexe com quase tudo??).
Sobre o item 7, suspeito também que a diferença entre alguma dessas drogas e a cafeína ou mesmo o álcool, seja fundamentalmente conhecimento (e interesses comerciais, claro).
As pesquisas continuarão. Espero que não nas mãos (apenas) da indústria farmacêutica.
Já o que é ético ou não, não será decidido pela ciência, e sim pela sociedade, que deve estar informada. Infelizmente, quem melhor poderia informar prefere ficar nos laboratórios aumentando o índice h. Nesse contexto, não chama a atenção que nossa produção científica tenha disparado e nossa população seja uma das mais ignorantes desde o ponto de vista de ciência e tecnologia. Como diria o grande Carl Sagan, uma receita perfeita para o desastre.
Eu tomaria à pilula, pois quem não tem dinheiro para faser curcinhos para concurso, por + que estude as probabilidades para ficar entre os primeiros são, minimas, fora a presão do trabalho, chefe cobrando, a insegurança do trabalho, as contas para pagar, a auto cobrança de si mesmo, etc.
Eu como muitos, asalariados sabemos disso!
Avida é mais oportuna para quem tem dinheiro e conhecimentos.
Sei que existe pessoas que tem uma vida dificiu, e consegue vencer: mais ele, ou ela, teve um apoio do pai, ou da mãe, de um tio, etc. me desculpe mais eu não sei oque é isso, consegui muitas coisas mais foi pela graça de Deus, eu gostaria de passar em um bom concurso, numa faculdade federal, e dar o melhor para os meus filhos.
Por isso eu digo, EU TOMARIA A PILULA SIM!
Essa questão tem muita Complexidade.
Atualmente deve ter uma legião de Cientistas trabalhando nesse assunto nos quais cada um deve ter uma opinião diferente.
Sim eu tomaria, desde que seja comprovada sua eficacia em pelo menos em 10% ou mais e que não tenha efeitos colaterais que cause danos ao celebro.
Essas drogas podem ser a chave para evolução.
Em pessoas comuns podem trazer grandes beneficios imagine nos proprios cientistas e esse potencial deve ser com certeza explorado.
Claro que dentro das leis e da etica.
vai ser um horror
Eu quero tomar a pilula da inteligencia, fiz izame de sangue e esta tudo normal, mande a pilula para mim que eu tomo, e faço relatorio semanal se for o caso!
Ou essa pilula não existe, é só balela!
Ou é só para os filhinhos de papai que podem pagar por elas para passar em faculdades federais?
Aguardo resposta, quero testala para ver se funciona mesmo.
Completanto meu nome é: Maks de Arruda
E falo de Olinda PE
Na materia citada acima esque-se de falar do aspecto mais importante que sãos efeitos coleterais dentre os quais a medio e longo prazo elas provocam degeneraçao cerebral isso foi mencionado?
eu quero tomar a pílula da inteligência, farei qualquer teste que for necessario, para experimentar esse suprimento da inteligência.
Obrigado espero retorno.
Udenilson
Gostaria de comprar a pílula da inteligência que consta na matéria da revista superinteressante da edição 271 de novembro/2009. grato pela atenção.
evo ressaltar que o uso da ritalina sem prescrição e acompanhamento médico é perigoso, pois ela pode causar dependência e arritmias cardíacas em pessoas predispostas. Há trabalhos científicos que mostram que a ritalina é um excelente medicamento em TDAH, mas de pouca ajuda para pessoas sem o transtorno. Outro medicamento que vem sendo usado nos EUA é a modafinila( Stavigille), para tratar a narcolepsia( uma doença em que a pessoa tem ataques de sono diurnos incontroláveis). O laboratório conseguiu ampliar a sua utilização para funcionários que trabalham em atividades noturnas ou que exigem muita concentração ( controladores aéreos e pilotos).
gostaria de saber o nome dessa pilula e se gaballon e bom para estudantes
Estou aplaudindo a iniciativa dos cientista e dos que tem a coragem de escrever artigos exelentes como este . parabenizo também oas que tem a coragem de se posicionar, pró ou contra, mas é preciso que as pessoas digam o que pensam e não digam o que os outros querem ouvir. Recomendo aos cientistas que pesquizem e produzam urgentemente um farmaco que aumente ou que triplique a honestidade política brasileira, pos alguns dese segmento urgem tratamento.
Eu usaria sem constrangimento mas sob receituário a pílula para ampliar a inteligência deste que seje para dar respostas de bem para apopulação