Cérebro “reconhece” nova mão após 35 anos

Quando David Savage tinha 19 anos de idade, ele teve sua mão direita amputada após um acidente com uma máquina para laminação de metais. Em 2006, ele foi o terceiro americano a receber um transplante de mão. Apenas quatro meses após o transplante, a região de seu córtex somatossensorial normalmente dedicada à mão direita era ativada quando sua mão transplantada era tocada.

Estes resultados foram divulgados na Current Biology por um grupo de pesquisadores liderados por Scott H. Frey, da Universidade de Oregon. A principal razão deste resultado ser tão surpreendente são os diversos trabalhos que mostram que, após uma amputação, o córtex somatossensorial se reorganiza. Grande parte do córtex somatossensorial é dedicada à representação da mão e da face, e essas duas regiões são representadas em regiões próximas (vizinhas). Em alguns casos de amputação de mão, a região cortical antes dedicada a ela passa a responder quando o rosto é estimulado. Nesses casos, quando o rosto da pessoa é estimulado, ela reporta sentir uma estimulação na mão que não existe mais. Imaginava-se que essa reorganização era imutável, especialmente após tantos anos sem a mão.

Não se sabe ainda se o caso de Savage é especial, mas o fato de o cérebro de um homem de meia-idade ser capaz de se reorganizar tão rapidamente, após 35 anos, levanta novas possibilidades sobre o uso de próteses no futuro.

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